O ex-senador Mecias de Jesus tomou posse como conselheiro do Tribunal de Contas de Roraima (TCE-RR) nesta segunda-feira (16), em Boa Vista. A sua saída do Senado encerra 33 anos de vida política.
No discurso de posse, Mecias afirmou que pretende contribuir com o governo estadual e os municípios, utilizando a experiência acumulada ao longo de sua trajetória na vida pública.
“”Comprometo-me a colocar a serviço desta Corte todo o conhecimento e a experiência adquiridos ao longo de décadas na política e no exercício público, para contribuir com o governo do Estado, com os municípios e, principalmente, com toda a nossa população,””
disse ele. Mecias também destacou que buscará soluções que superem as diferenças políticas e ideológicas, priorizando a população.
O ex-senador foi aprovado para o cargo em 21 de agosto de 2025 e ocupou a vaga deixada por Manoel Dantas, que se aposentou em junho do ano passado. Ao renunciar como senador, sua suplente, Roberta Acioly (Republicanos), assumiu o cargo.
Mecias de Jesus é um dos principais apoiadores do governador Antonio Denarium (PP) e é um nome influente na política local. Ele foi condenado por enriquecimento ilícito no Escândalo dos Gafanhotos, o maior esquema de corrupção da história do estado.
Além disso, Mecias é pai do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Jhonatan de Jesus, que é relator do processo que analisa os procedimentos do Banco Central para a liquidação extrajudicial do Banco Master.
Na sua trajetória política, Mecias foi vereador de São João da Baliza por dois anos, deputado estadual por 24 anos e senador desde 2019. Ele é conhecido por seu apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro e, em dezembro de 2025, defendeu a anistia aos presos pelos atos de 8 de janeiro de 2023, afirmando que o país precisava “avançar para um cenário de pacificação”.
Em abril de 2024, a Polícia Federal apreendeu R$ 50 mil em espécie em seu carro durante uma operação relacionada a denúncias de compra de votos. Mecias negou qualquer irregularidade, afirmando que o dinheiro não tinha relação com a compra de votos.

