Médico se torna paciente de Alzheimer e clama por mudanças no tratamento

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

Um médico de medicina interna, que dedicou sua carreira ao cuidado de pacientes com Alzheimer, agora enfrenta a doença aos 60 anos. Ele destaca que, apesar do diagnóstico, novas opções de tratamento estão disponíveis e podem beneficiar muitos pacientes.

Antes de ser diagnosticado, ele era um profissional ativo, completou uma bolsa de medicina interna na Johns Hopkins e gerenciou uma clínica acadêmica. Ele também era um pai presente e atuava como diácono em sua igreja. No entanto, três anos atrás, sua vida mudou drasticamente.

Após ser demitido por dificuldades em realizar tarefas que antes eram simples, ele começou a perceber um declínio cognitivo. Sua família notou que ele não conseguia acompanhar jogos de tabuleiro, colocava objetos nos lugares errados e repetia perguntas já respondidas por sua esposa.

Com apenas 57 anos, ele foi diagnosticado com Alzheimer após um teste de sangue que revelou um biomarcador associado à doença. O médico sabia que o diagnóstico geralmente significava um tratamento limitado e uma lenta deterioração dos pacientes.

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Contudo, sua esposa, Cindy, não se deixou abater e buscou alternativas. O neurologista Dr. Jeff Burns sugeriu um novo tratamento com anticorpos monoclonais, que ajudou a retardar seu declínio e melhorou sua cognição.

Após o início do tratamento, ele conseguiu retomar atividades que antes eram desafiadoras, como servir no altar e cuidar de seu neto de dois anos. Ele também se tornou professor para estudantes de medicina, compartilhando sua experiência.

Apesar dos avanços, ele critica o sistema de saúde, que ainda está estruturado para tratar estágios avançados da doença. Ele defende que o diagnóstico precoce deve ser rotina na atenção primária, utilizando biomarcadores e avaliações cognitivas validadas.

Além disso, ele ressalta a importância de reconhecer os cuidadores como parceiros essenciais no tratamento. Cindy, sua esposa, foi fundamental para que ele pudesse receber o tratamento e continuar sua vida.

Ele conclui que, para que os avanços científicos melhorem a vida de pacientes como ele, é necessário construir um sistema que encontre a doença precocemente e forneça cuidados adequados.

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