A Polícia Civil do Espírito Santo concluiu a investigação sobre a morte da menina Alice Rodrigues, de 6 anos, assassinada em 24 de agosto de 2025, em Balneário de Carapebus, na Serra, Grande Vitória. O ataque ocorreu quando o carro da família foi atingido por tiros durante uma ação de criminosos.
As investigações revelaram que o ataque foi ordenado por um traficante preso, que buscava assumir o controle do tráfico na região. A batida entre o carro dos criminosos e o veículo da família, que voltava da praia, precedeu os disparos que resultaram na morte da criança.
Ao todo, 14 pessoas foram indiciadas pelo crime, sendo nove presas e cinco foragidas no Rio de Janeiro. Alice estava no banco de trás do carro e foi atingida na cabeça. O pai foi baleado de raspão e a mãe, que estava grávida, ficou ferida por estilhaços.
O delegado adjunto da DHPP da Serra, Paulo Ricardo Gomes, explicou que o motorista dos criminosos, Luiz Fernando, alegou que o acidente ocorreu devido ao reflexo do sol. O passageiro, Pedro, abriu fogo acreditando que o carro da família era de inimigos, já que havia informações sobre um patrulhamento do Terceiro Comando Puro (TCP) na área.
A menina foi socorrida, mas não resistiu e morreu no hospital. A família é natural da Bahia, onde Alice foi enterrada. O ataque é um reflexo dos conflitos entre facções criminosas na região, especificamente entre o Primeiro Comando de Vitória (PCV) e o Terceiro Comando Puro (TCP).
O traficante Lucas Almeida Pinheiro, conhecido como Nakamura, que está preso, foi identificado como o responsável pelo planejamento do ataque. Ele teria enviado ordens por meio de sua advogada, Marina de Paula dos Santos, a Sérgio Cauê, um líder do PCV que está foragido.
Os áudios e cartas apresentados pela polícia indicam a intenção do grupo de encontrar um traficante rival conhecido como “Batata”. O carro usado no ataque foi abandonado e a perícia encontrou pelo menos 12 disparos feitos de dentro do veículo.


