A família de Ana Cardoso Vassoler, uma menina de seis anos diagnosticada com um tumor cerebral raro e agressivo, está mobilizada para arrecadar R$ 1,3 milhão para um tratamento experimental na Itália. O diagnóstico de glioma difuso na ponte foi feito em janeiro deste ano.
Ana, que morava em Bauru (SP) até o final do ano passado, agora está em São Paulo para iniciar a radioterapia, uma etapa necessária antes do tratamento na Itália. O tumor, que afeta principalmente crianças entre cinco e dez anos, está localizado em uma região sensível do tronco encefálico, responsável por funções vitais como respiração e movimentos oculares.
“A radioterapia é importante, porque ela quebra a barreira do tumor, que é super fechada e impede que medicamentos cheguem até ele”, explicou Fabiane Cardoso Vassoler, mãe de Ana e médica neurologista infantil. Ela relatou que a filha começou a apresentar dores de cabeça constantes, que inicialmente não pareciam graves.
Após exames de ressonância, a família recebeu o diagnóstico devastador. “Eu chuto dizer que é o pior tumor que poderia se ter, porque ele não tem tratamento específico, não há nada, nenhuma droga até hoje tentada que pudesse curá-lo”, afirmou Fabiane.
A expectativa de vida para Ana é de seis meses a um ano. Diante disso, a família começou a buscar tratamentos alternativos e encontrou um tratamento experimental em um hospital pediátrico em Roma, que utiliza células CAR-T ant-GD2. “O estudo pré-clínico mostrou-se muito promissor, com remissões até de 100% do tumor”, disse Fabiane.
O tratamento na Itália requer que Ana viaje assim que terminar a radioterapia, que deve começar no dia 16 de março e durar seis semanas. “Estamos na corrida pela vida ou vamos perdê-la”, afirmou a mãe.
O custo do tratamento é de aproximadamente 220 mil euros, cerca de R$ 1.360.000. A família precisa do valor antes da viagem, conforme orientações do Hospital Bambino Gesú. Para arrecadar o dinheiro, eles estão realizando uma campanha nas redes sociais e vendendo bens pessoais.
“Como uma pessoa que tem fé, eu creio na cura. Se a cura não vier, creio que o tempo de vida dela possa ser maior do que um ano, maior que dois anos”, finalizou Fabiane.


