Uma menina de sete anos relatou ter sido assediada no banheiro da escola municipal onde estuda, em Niterói, na segunda-feira (2). A mãe da criança compartilhou a situação nas redes sociais, afirmando que a filha chegou em casa visivelmente assustada.
A investigação está sendo conduzida pela Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Niterói e ocorre sob sigilo. A Secretaria Municipal de Educação de Niterói informou que abriu uma sindicância para apurar os fatos.
Segundo o relato da mãe, a menina procurou-a logo após a aula e contou que um homem a abordou no banheiro. O homem teria pressionado a porta do cubículo onde a criança estava. Ela pediu que ele aguardasse, mas ele respondeu que não sairia até que ela abrisse a porta, o que ela acabou fazendo. Ao abrir, a menina viu o homem com o rosto coberto e a genital à mostra.
“”Mamãe, eu botei a mão no meu rosto porque eu sei que eu não posso ver aquilo”, disse a garota à mãe.”
A criança também relatou que o homem tentou impedi-la de sair do banheiro e exigiu que ela não contasse a ninguém sobre sua presença. “Eu fiquei com medo de gritar e ele botar a minha mão na minha boca ou então me enforcar e eu morrer”, revelou a menina, conforme a mãe.
A mãe afirmou que a filha conseguiu descrever o agressor como um homem aparentemente adulto, de pele clara, com um leão tatuado na mão e letras nos dedos. Ela expressou preocupação, dizendo que a criança não conseguiu dormir e que estava muito abalada. A mãe levou a menina a um hospital, onde recebeu atendimento psicológico.
A mãe criticou a postura da escola, afirmando que a violência foi relatada à professora, mas que não foram tomadas providências adequadas. “Quando eu cheguei na escola, a direção não estava sabendo de nada”, contou.
A Secretaria de Educação, em nota, afirmou que dará prioridade total ao caso. A secretaria repudia qualquer tipo de violência ou abuso no ambiente escolar e orientou a diretora da escola a priorizar a apuração do caso. Foi disponibilizado atendimento psicológico à estudante e sua família. A secretaria também instaurará um procedimento administrativo para ouvir a profissional citada e averiguar sua conduta.
“A Secretaria reafirma seu compromisso com a proteção de crianças e adolescentes e seguirá colaborando integralmente com as autoridades responsáveis para o completo esclarecimento do caso.”

