Um adolescente investigado por participação em um estupro coletivo em Copacabana se entregou na 54ª DP (Belford Roxo) na tarde desta sexta-feira (6). Ele era procurado desde quinta-feira (5), quando a Justiça autorizou um mandado de busca e apreensão contra ele.
O adolescente é investigado por ato infracional análogo ao crime. Por se tratar de um menor, sua identidade não foi divulgada. O delegado Angelo Lages, da 12ª DP (Copacabana), afirmou que o adolescente é a “mente por trás” de pelo menos dois casos de abuso, incluindo o estupro coletivo de uma jovem de 17 anos e outro caso denunciado posteriormente.
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) opinou favoravelmente à internação do adolescente. Na quarta-feira (4), o MPRJ havia inicialmente discordado da Polícia Civil do RJ, recomendando que o Judiciário negasse o pedido de apreensão do menor. Contudo, após novas denúncias, o promotor Carlos Marcelo Messenberg, da 1ª Promotoria da Infância e da Juventude Infracional, revisou sua decisão e enviou uma nova manifestação à Justiça, corroborando o pedido de internação.
Na segunda-feira (2), o MPRJ havia solicitado que a Justiça negasse o pedido de apreensão do menor, argumentando que não havia elementos que demonstrassem a necessidade imperiosa da internação provisória. O promotor destacou que o adolescente não tinha anotações de atos infracionais anteriores, o que tornava desnecessária a internação para garantir a ordem pública.
O adolescente, que é aluno afastado do Colégio Pedro II, é alvo de duas denúncias de estupro coletivo. Em um dos casos, uma jovem de 17 anos relatou que foi atraída para um apartamento em Copacabana, onde foi violentada por amigos do menor. No segundo caso, uma menina de 14 anos também afirmou que foi convidada pelo adolescente para um local onde foi estuprada e agredida por pelo menos três rapazes, com o ato sendo filmado e as imagens divulgadas.
O MPRJ informou que ofereceu denúncia perante a Vara Especializada em Crimes contra a Criança e o Adolescente (VECA) no caso do estupro coletivo da adolescente de 17 anos, e que o adolescente investigado responderá por ato infracional análogo ao crime.

