Na terça-feira, 3 de março de 2026, advogados de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, compareceram à sede da Polícia Federal em Brasília. Eles receberam um disco rígido com informações extraídas dos telefones do banqueiro, acusado de patrocinar a maior fraude financeira da história.
Os advogados lacraram o equipamento em um envelope, registrando o procedimento na presença de um tabelião. O objetivo era demonstrar que os dados estavam protegidos contra vazamentos. Rumores indicam que Vorcaro possui mensagens e documentos que poderiam causar um grande impacto político.
No dia seguinte, 4 de março, Vorcaro foi preso em São Paulo. A Polícia Federal encontrou indícios de que ele subornou dois funcionários do Banco Central e desviou R$ 2 bilhões. A investigação revelou que ele montou uma estrutura para espionar e intimidar adversários.
Além de Vorcaro, três pessoas foram detidas: Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro; Marilson Roseno, policial aposentado; e Luiz Phillipi Mourão, conhecido como “Sicário”. Este último teria acessado indevidamente bancos de dados da Polícia Federal e do Ministério Público.
A Polícia Federal afirmou que o grupo atuava de forma coordenada, utilizando violência e coação. Sicário foi encontrado em estado grave na cela onde estava detido, com a versão oficial indicando suicídio.
As informações obtidas nos celulares de Vorcaro incluem agendamentos de reuniões e menções a autoridades. Em novembro, um envelope com a anotação “Congresso” foi apreendido, levando à transferência do inquérito para o Supremo Tribunal Federal.
O ministro André Mendonça assumiu o caso e prometeu conduzir as investigações de forma célere. A estratégia de Vorcaro visava mudar o status do Banco Master para permitir a venda de ativos bloqueados.
O caso envolve figuras políticas de diversas esferas, incluindo o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre, e o chefe da Casa Civil, Rui Costa. A preocupação com o desdobramento das investigações é ampla, envolvendo políticos de diferentes partidos.
Após a intimação para devolver o material, os advogados de Vorcaro entregaram o disco rígido. O ministro Mendonça afirmou que o conteúdo será compartilhado se necessário, mas sem informações irrelevantes para a investigação.

