A mediana do relatório Focus para o IPCA de 2026 permaneceu em 3,91%. Essa taxa está 0,91 ponto porcentual acima do centro da meta, que é de 3,00. Um mês atrás, a projeção era de 3,97%. Considerando apenas as 44 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a medida oscilou de 3,91% para 3,92%.
A projeção para o IPCA de 2027 subiu levemente de 3,79% para 3,80%. Há um mês, essa projeção também era de 3,80%. Considerando apenas as 42 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a medida subiu de 3,74% para 3,81%.
O IPCA encerrou 2025 com alta acumulada de 4,26%, conforme divulgado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Esse resultado ficou abaixo da última mediana do Focus, que previa uma alta de 4,31%, e da estimativa do Banco Central para o período, que era de 4,4%.
De acordo com a trajetória divulgada no comunicado da reunião de janeiro do Copom (Comitê de Política Monetária), o Banco Central prevê que o IPCA irá encerrar 2026 com alta de 3,4% e espera que a inflação em 12 meses chegue a 3,2% no horizonte relevante, atualmente localizado no terceiro trimestre de 2027.
A partir de 2025, a meta de inflação passou a ser contínua, com base no IPCA acumulado em 12 meses. O centro é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. Se a inflação ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o Banco Central perdeu o alvo.
No Focus divulgado nesta segunda-feira (9), a projeção para o IPCA de 2028 manteve-se em 3,50%, pela 18ª semana seguida. Para 2029, a projeção também seguiu em 3,50%, mas pela 27ª semana consecutiva.


