O Miami Dolphins anunciou a saída do quarterback Tua Tagovailoa após seis temporadas. A equipe confirmou nesta segunda-feira, 9 de março de 2026, que irá liberar o jogador quando começar o novo ano da liga da NFL, na quarta-feira.
Rumores sobre a saída surgiram pela manhã, e o time publicou nas redes sociais um vídeo de cerca de um minuto com lances do atleta, acompanhado da mensagem: “Obrigado pelas memórias, Tua”.
Em comunicado oficial, o gerente-geral Jon‑Eric Sullivan afirmou que a franquia decidiu seguir um novo caminho na posição de quarterback. “Informei recentemente a Tua e a seus representantes que vamos seguir em uma nova direção na posição de quarterback e que iremos liberá-lo após o início do novo ano da liga. Tenho grande respeito pela pessoa e pelo jogador que ele é. Em nome do Miami Dolphins, agradecemos por suas muitas contribuições dentro de campo e na comunidade durante seis temporadas em Miami”, disse.
A dispensa terá designação pós-1º de junho, usada principalmente por motivos contábeis. Mesmo assim, a decisão terá alto custo para o time: os Dolphins terão que arcar com US$ 99,2 milhões (R$ 520 milhões) em “dead money”, valor recorde na NFL, que poderá ser dividido em duas temporadas.
A nova gestão do clube, liderada por Sullivan e pelo técnico Jeff Hafley, terá que buscar uma solução para a posição. Tagovailoa foi selecionado pelos Dolphins com a quinta escolha geral do NFL Draft 2020, com a expectativa de se tornar o quarterback da franquia a longo prazo.
Em 2023, Tagovailoa foi convocado para o Pro Bowl após liderar Miami a uma campanha de 11 vitórias e seis derrotas, além de registrar 4.624 jardas aéreas — a melhor marca da liga naquele ano. Esse, no entanto, foi o único ano da carreira em que disputou todos os jogos da temporada.
O quarterback enfrentou diversos problemas físicos ao longo dos anos, incluindo múltiplas concussões e outras lesões. Apesar disso, em julho de 2024, o time renovou com o atleta por quatro anos em um contrato de US$ 212,4 milhões, válido até a temporada de 2028.
Na última temporada, Tagovailoa perdeu espaço na equipe. O então técnico Mike McDaniel chegou a deixá-lo no banco nas três partidas finais, optando pelo calouro Quinn Ewers. Nos primeiros 14 jogos da temporada, o quarterback liderou os Dolphins a um recorde de 6 vitórias e 8 derrotas, registrando 20 passes para touchdown e 15 interceptações — o maior número de sua carreira.
Com a saída de Tagovailoa, o futuro da posição em Miami segue indefinido. Atualmente, apenas dois quarterbacks estão sob contrato para 2026: Ewers e Cam Miller, ex-North Dakota State Bison. Os Dolphins terão a 11ª escolha geral no Draft do próximo mês e também podem buscar um quarterback experiente no mercado.
“À medida que seguimos em frente, estaremos focados em aumentar a competitividade no elenco e estabelecer uma base sólida para construir um time vencedor de forma sustentável”, afirmou Sullivan. A passagem de Tagovailoa por Miami termina com 18.166 jardas aéreas, 120 touchdowns, 59 interceptações e 68% de aproveitamento nos passes em 78 jogos (76 como titular).


