A mudança no comando técnico do São Paulo gerou reações variadas entre torcedores e especialistas. O ex-jogador Michel Bastos analisou a saída de Crespo e a chegada de Roger Machado ao clube paulista, destacando pontos importantes sobre essa transição.
Segundo Michel Bastos, a escolha de Roger Machado não foi bem recebida pela torcida são-paulina, que possivelmente teria preferido um nome como Filipe Luis, que vive outro momento na carreira. O ex-jogador compartilhou sua experiência com o novo técnico tricolor:
““Eu tive a oportunidade de trabalhar com o Roger no Palmeiras. Ele é um treinador que gosta de uma equipe organizada, que trabalha bem no dia a dia””
.
A resistência dos torcedores ao nome de Roger Machado é compreensível, segundo Michel, devido aos resultados recentes do treinador, especialmente no Internacional, onde
““brigou para não cair no Campeonato Brasileiro até as últimas rodadas””
na temporada passada. O comentarista destacou que Roger precisará entender que a realidade do São Paulo é diferente de seus trabalhos anteriores.
Michel Bastos também levantou um ponto interessante sobre o possível motivo da saída de Crespo. Segundo informações mencionadas por ele, o treinador argentino teria adotado um discurso mais realista sobre as limitações financeiras do São Paulo, reconhecendo a diferença em relação a clubes como Palmeiras e Flamengo, que têm realizado contratações de alto valor.
““Palmeiras que vai lá e contrata John Arias, vai lá e busca o Malum Feitas do Botafogo, vai buscar o Vitor Roque no Barcelona. Flamengo pagando 260 milhões no Paquetá. O exemplo está aí””
, comparou Michel Bastos, questionando se
““falar a realidade hoje é um erro””
ou se
““o problema é quando a sinceridade incomoda””
.
Apesar das críticas, Michel Bastos defendeu que não se deve julgar o trabalho de Roger Machado antes mesmo de seu início.
““Então é torcer para que ele possa fazer um bom trabalho no São Paulo””
, afirmou, reconhecendo que o clube tem um bom elenco, mas ponderando que talvez não seja suficiente para manter
““esse discurso que a diretoria quer””
, sugerindo que as expectativas da direção podem estar acima das reais possibilidades do atual grupo de jogadores.

