O presidente da Argentina, Javier Milei, discursou nesta terça-feira (17) durante uma cerimônia em Buenos Aires que marcou o 34º aniversário do atentado à embaixada de Israel, que resultou na morte de 29 pessoas e ferimentos em 200.
O atentado ocorreu em 17 de março de 1992, quando uma caminhonete carregada de explosivos atingiu o prédio da embaixada israelense. Milei criticou o Irã e reiterou seu apoio aos Estados Unidos e Israel, responsabilizando Teerã pelo ataque. “Diante do terrorismo não pode haver trégua”, afirmou o presidente argentino.
Ele destacou a posição da Argentina em um momento histórico em que os EUA e Israel buscam pôr fim ao regime iraniano, que, segundo Milei, “não só mantém cativa sua própria população, mas que se dedicou a semear o terror durante décadas”.
O embaixador israelense, Eyal Sela, também se manifestou, afirmando que o falecido líder supremo do Irã, Ali Khamenei, não poderá “organizar mais atos terroristas”. O ato contou com a presença de cerca de uma centena de pessoas, que enfrentaram chuva torrencial.
Milei reafirmou seu compromisso com “os valores do Ocidente”, a “moral como política de Estado” e o combate ao antissemitismo, ressaltando que “Israel é um aliado estratégico do nosso país”.
O presidente argentino tem classificado o Irã como um “inimigo” em diversas ocasiões. Recentemente, EUA e Israel iniciaram uma onda de ataques coordenados ao Irã, que respondeu com bombardeios e bloqueios no Estreito de Ormuz, afetando o fluxo mundial de petróleo.
Em resposta, o governo argentino elevou seu nível de segurança e, um mês antes, incluiu as Forças Quds dos Corpos da Guarda Revolucionária iraniana em sua lista de organizações “terroristas”. A justiça argentina também está promovendo um julgamento à revelia contra dez iranianos e libaneses pelo caso AMIA, enquanto o caso da embaixada permanece em aberto.
A comunidade judaica na Argentina é a maior da América Latina, com cerca de 300 mil integrantes.


