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Economia

Milho tem alta em Chicago impulsionado por petróleo e demanda por etanol

Amanda Rocha
Última atualização: 18 de março de 2026 17:17
Amanda Rocha
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Tempo: 3 min.
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O milho registrou alta na Bolsa de Chicago nesta quarta-feira, 18 de março de 2026. Os futuros encerraram a sessão com um aumento de 2,04%, com o contrato para maio cotado a US$ 4,6325 por bushel.

Esse movimento foi sustentado pela valorização do petróleo e pelo cenário do etanol. Dados da AIE (Agência Internacional de Energia) mostraram que a produção de etanol caiu para 1,093 milhão de barris por dia na semana encerrada em 13 de março, uma redução de 33 mil barris diários. Em contrapartida, os estoques cresceram 827 mil barris, totalizando 26,407 milhões.

O relatório também indicou queda nas exportações e no volume processado pelas refinarias. Além disso, o preço da gasolina nos Estados Unidos subiu de US$ 2,94 no fim de fevereiro para US$ 3,72 na semana de 16 de março, influenciando o mercado de biocombustíveis e, consequentemente, o milho.

O trigo também apresentou valorização na sessão, com o contrato para maio avançando 2,46%, sendo negociado a US$ 6,0425 por bushel. De acordo com a Agrinvest, essa alta é atribuída à recuperação técnica após quedas recentes e à entrada de novos compradores.

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O clima seco nas planícies dos Estados Unidos continua elevando os riscos para o trigo de inverno. No Kansas, as condições das lavouras pioraram, aumentando a preocupação com a safra. No cenário internacional, a produção europeia foi revisada para baixo, reduzindo a oferta global, enquanto as exportações do bloco permanecem firmes, contribuindo para a sustentação dos preços.

A soja registrou leve alta de 0,41%, com o contrato para maio cotado a US$ 11,6175 por bushel. Segundo a Granar, o mercado foi sustentado pela alta do petróleo e pelas tensões geopolíticas envolvendo o Irã, que impulsionaram os preços da energia.

Apesar disso, o avanço foi limitado pela entrada robusta da safra brasileira no mercado internacional. Incertezas comerciais também influenciaram o ritmo dos negócios, com a Casa Branca solicitando o adiamento de uma reunião entre Donald Trump e Xi Jinping, frustrando expectativas de novas compras chinesas de soja dos Estados Unidos.

No campo das exportações, o USDA reportou a venda de 120 mil toneladas de farelo e torta de soja para destinos não revelados, com entrega prevista para a temporada 2026/27. Operações desse volume devem ser comunicadas ao órgão no mesmo dia.

TAGGED:AgrinvestAIEChicagoEstados UnidosetanolGranarMilhoPetróleoSojaTrigoUSDA
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