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Militares dos EUA testaram arma secreta ligada à Síndrome de Havana, diz investigação

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

Uma investigação do programa 60 Minutes revelou que militares dos Estados Unidos testaram uma arma de energia secreta que pode estar relacionada à Síndrome de Havana. A pesquisa indica que essa tecnologia é capaz de causar lesões cerebrais.

O equipamento foi testado por mais de um ano em um laboratório militar. Experimentos realizados com ratos e ovelhas mostraram lesões semelhantes às observadas em pessoas afetadas pela síndrome, que se refere a uma série de problemas neurológicos relatados por diplomatas, militares e agentes de inteligência americanos desde 2016.

Os primeiros casos da síndrome foram registrados em Cuba, o que originou seu nome. Entre os sintomas estão dores intensas na cabeça, perda de equilíbrio, problemas de visão, zumbido nos ouvidos, sangramentos e dificuldades cognitivas.

Pesquisadores afirmam que as lesões poderiam ser causadas por pulsos de micro-ondas que interferem na atividade elétrica do cérebro. A maior parte das pesquisas sobre essa tecnologia foi realizada na antiga União Soviética.

A arma em questão seria portátil e silenciosa, capaz de emitir pulsos de energia eletromagnética a centenas de metros, atravessando paredes e janelas. Os Estados Unidos teriam obtido o dispositivo em 2024 por meio de uma rede criminosa russa que vendia armas, com um custo aproximado de US$ 15 milhões, financiado pelo Departamento de Defesa.

A aquisição ocorreu após relatos de ataques com essa tecnologia por parte de funcionários do governo e familiares. A reportagem também menciona que centenas de episódios semelhantes foram registrados ao longo dos anos, incluindo em áreas próximas à Casa Branca.

Uma apuração em parceria com o site russo The Insider revelou indícios de um agente de inteligência russo próximo a uma vítima da suposta arma na Europa. Uma esposa de um funcionário do Departamento de Justiça dos EUA ficou ferida e descreveu sua experiência: “Simplesmente perfurou minhas orelhas, entrou pelo lado esquerdo, senti como se tivesse entrado pela janela, direto na minha orelha esquerda. Imediatamente senti uma sensação de plenitude na cabeça e uma dor de cabeça lancinante”.

Além disso, muitas vítimas da suposta arma apresentaram sequelas permanentes. A esposa do funcionário do Departamento de Justiça passou por várias cirurgias para reparar problemas nos ouvidos e no crânio. Apesar das suspeitas, avaliações oficiais do governo dos Estados Unidos em 2023 afirmaram ser “muito improvável” que os casos tenham sido causados por ataques de um país adversário.

Ex-agentes de inteligência afirmam que autoridades americanas minimizaram o problema ao longo dos anos para evitar uma crise diplomática e possíveis consequências políticas.

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