O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou que a guerra é um ‘fracasso’ e que não há mais espaço para conversas ou negociações com os Estados Unidos. A declaração foi feita durante uma entrevista ao PBS News, um telejornal da rede pública americana.
Araghchi afirmou: ‘O Plano A foi um fracasso, e agora eles estão tentando outros planos, mas todos eles também falharam’. Ele criticou os EUA e Israel, dizendo que não tinham um objetivo claro e estavam realizando ‘ataques indiscriminados contra áreas residenciais’.
O ministro destacou que os ataques à infraestrutura energética do Irã resultaram em um aumento nos preços do petróleo. ‘Não vejo nenhum objetivo razoável que eles estejam seguindo. Eles não conseguiram atingir seus objetivos no início e agora, depois de 10 dias, acho que estão sem rumo’, disse Araghchi.
Ele também mencionou que não haverá novas negociações com os EUA após uma ‘experiência muito amarga’ nas rodadas anteriores de negociações nucleares. ‘Eles nos prometeram que não tinham nenhuma intenção de nos atacar e que queriam resolver a questão nuclear do Irã pacificamente’, afirmou.
No dia 9 de março, o presidente americano Donald Trump e a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã discordaram sobre o fim da guerra. Trump declarou que os conflitos acabariam ‘em breve’, enquanto o Irã afirmou que a decisão seria tomada por Teerã.
Trump também ameaçou atacar o Irã ‘vinte vezes mais forte’ caso o país bloqueasse o fluxo de petróleo no Estreito de Ormuz. O governo iraniano descartou a possibilidade de um cessar-fogo, com o porta-voz Esmail Baghaei afirmando que ‘não faz sentido falar de nada além de defesa e retaliação contra os inimigos’.
A imprensa estatal iraniana informou que a Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária aumentará a intensidade e a frequência dos lançamentos de mísseis. O comandante Majid Mousavi afirmou que nenhum míssil será lançado com ogivas de menos de uma tonelada.
Novos ataques foram registrados, com as Forças de Defesa de Israel (IDF) informando que o Irã lançou mísseis contra o território israelense, orientando a população a buscar abrigo. Em resposta, os militares israelenses atacaram seis bases aéreas iranianas, destruindo várias aeronaves da Guarda Revolucionária.


