O governo do Irã divulgou nesta quinta-feira (12) a primeira mensagem do novo líder supremo, Mojtaba Khamenei. Em um tom desafiador, ele falou sobre vingança e afirmou que o Estreito de Ormuz continuará fechado.
Na mesma noite, os Estados Unidos anunciaram que a Marinha americana irá escoltar navios de petróleo na região do Golfo Pérsico. A mensagem foi lida por uma apresentadora da TV estatal iraniana e é a primeira desde a nomeação de Khamenei como sucessor de seu pai, Ali Khamenei, que morreu em um ataque coordenado entre Estados Unidos e Israel no dia 28 de fevereiro.
Na quarta-feira (11), autoridades iranianas informaram que Mojtaba Khamenei sofreu ferimentos leves no primeiro dia de guerra e ainda não apareceu em público. Ele fez um apelo à unidade nacional e prometeu vingança pelo sangue dos iranianos mortos, mencionando as vítimas da destruição de uma escola em Minab.
Khamenei defendeu boas relações com os países vizinhos, mas afirmou que o Irã continuará atacando bases americanas se elas não forem fechadas. Ele reiterou que o fechamento do Estreito de Ormuz deve ser mantido como instrumento de pressão.
Nas últimas 24 horas, pelo menos três navios de carga foram atacados no Golfo. Imagens mostraram uma embarcação iraniana atingindo um navio-tanque carregado de combustível em águas iraquianas, resultando na morte de um tripulante. O governo do Iraque anunciou a paralisação de todas as operações nos portos após os ataques.
A Agência Internacional de Energia alertou que o mundo está enfrentando a maior interrupção no fornecimento de petróleo da história. A agência, criada para garantir a segurança energética mundial, teme que o conflito atual tenha consequências ainda mais graves.
No mercado financeiro, o preço do petróleo voltou a ultrapassar os US$ 100 o barril. O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, confirmou que a Marinha americana irá escoltar petroleiros no Estreito de Ormuz assim que possível. O presidente Donald Trump comentou que a alta dos preços pode ser positiva para os americanos, que já enfrentam preços elevados nos postos de combustível.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que ataques israelenses eliminaram cientistas de alto escalão do programa nuclear iraniano. Drones iranianos sobrevoaram Kuwait, Iraque, Bahrein, Omã e Emirados Árabes Unidos, sendo a maioria interceptada.
Enquanto isso, os Estados Unidos e Israel continuam os ataques coordenados contra o Irã, visando postos de controle da Basij, uma milícia que reprime protestos. Relatos indicam que a polícia iraniana aumentou a vigilância para evitar manifestações. A ONU informou que cerca de 3,2 milhões de iranianos já deixaram suas casas devido ao conflito, e o número pode aumentar com a escalada das necessidades humanitárias.
As autoridades locais relataram que a guerra já causou cerca de 2 mil mortes no Irã e no Líbano. Após o grupo extremista Hezbollah disparar uma grande quantidade de foguetes contra Israel, as forças israelenses responderam com ataques a um prédio em Beirute, resultando em 12 mortes.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que o Oriente Médio está sendo levado ao limite, com consequências globais, e pediu que todas as partes retomem as negociações imediatamente. O Pentágono informou que um avião militar de reabastecimento caiu no Iraque após um acidente com outro avião do mesmo tipo, e equipes de resgate buscam os seis tripulantes desaparecidos.


