Moradores de Marituba, na Região Metropolitana de Belém, fecharam a Alça Viária na tarde desta quinta-feira (12) em protesto contra alagamentos que, segundo eles, surgiram após a obra da Avenida Liberdade.
Os manifestantes alegam que as intervenções na área deixaram a região sem um sistema de drenagem adequado, resultando em alagamentos frequentes sempre que chove. Cerca de 40 pessoas participaram do ato, bloqueando os dois sentidos da rodovia PA-483 com pedaços de madeira e pneus, que foram incendiados para impedir a passagem de veículos.
A Avenida Liberdade faz parte de um projeto do governo estadual que visa reduzir o trânsito nos acessos a Belém. No entanto, a obra tem gerado preocupações entre ambientalistas e moradores tradicionais da área de proteção ambiental coberta por floresta.
Além dos alagamentos, os moradores dos bairros São João e Uriboca reclamam do abandono nas ruas, que estão cheias de mato e com grandes poças de água, dificultando a circulação. Os manifestantes afirmaram que, caso não haja providências, novos protestos poderão ocorrer, incluindo o bloqueio de outras vias.
A obra da Avenida Liberdade, orçada em R$ 410 milhões, sofreu erosão em um trecho no km 10, conforme imagens feitas por moradores. A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seinfra) informou que houve o rompimento de um bueiro, uma situação comum durante a execução de obras, e que o problema está sendo resolvido sem alterar o cronograma de entrega da avenida.
O governo do estado anunciou em fevereiro que a obra estava na fase final, com mais de 85% de execução, mas ainda não há uma data definida para a entrega. A última previsão divulgada foi para 30 de outubro de 2025, prazo que já se encerrou. O portal aguardava retorno da Seinfra sobre a nova previsão de entrega até a última atualização da reportagem.

