Moradores do conjunto habitacional Cidade do Povo, localizado no Segundo Distrito de Rio Branco, bloquearam um trecho da BR-364 na manhã desta sexta-feira, 13 de março de 2026, em protesto por melhorias na região.
A manifestação teve início por volta das 5h30 e causou congestionamento na rodovia. O bloqueio foi realizado com pneus e pedaços de madeira, impedindo a passagem de veículos. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) está no local monitorando a situação.
Os moradores reivindicam melhorias na infraestrutura do bairro, incluindo condições das ruas e atendimento na área da saúde. Altemir Oliveira, um dos moradores, destacou que os problemas estruturais são antigos e que a população decidiu protestar após anos sem solução.
““Estamos reivindicando infraestrutura mesmo. As ruas estão acabadas, as únicas intactas são as da UPA e do posto de saúde. Quando chove, alaga tudo. Então a única solução foi reunir as pessoas e protestar. Já passo por isso há nove anos. A questão do saneamento e do esgoto também é horrível. E ainda estão construindo mais casas aqui dentro”,”
afirmou.
Altemir também ressaltou que a manifestação é uma tentativa de chamar a atenção das autoridades.
““A gente não queria fazer essa manifestação, viemos forçados. Para tentar dar um jeito, foi o que encontramos. Não queremos atrapalhar ninguém de ir e vir, mas é o único jeito de chamar a atenção das autoridades”,”
disse.
Durante o protesto, os manifestantes permitiram a passagem apenas em situações específicas, como ambulâncias ou casos que envolvem mulheres grávidas. Fora dessas situações, o tráfego permaneceu totalmente bloqueado no trecho. Alguns ônibus ficaram parados próximos ao local da manifestação, e passageiros precisaram descer dos veículos e caminhar até um ponto mais à frente para continuar o trajeto.
A moradora Maria Aparecida relatou dificuldades para seguir viagem.
““Andar de transporte público já é difícil. Numa situação dessas é pior ainda. O ônibus já é ruim e demora. Quase não tem ônibus pra cá e, no domingo, só tem um. Estou aqui desde cedo esperando e o sentimento é de raiva mesmo, porque nem motorista de aplicativo aceita corrida. Minha filha não vai conseguir ir para o curso hoje, que seria o primeiro dia dela”,”
contou.
Vinícius Farias, trabalhador da construção civil, também se sentiu prejudicado pelo bloqueio e expressou preocupação em chegar atrasado ao trabalho.
““Estou aqui desde cedo e me sentindo prejudicado. Se as pessoas têm problema com o poder público, precisam resolver lá no local, em frente ao Palácio ou à prefeitura, e não aqui atrasando a vida de quem precisa trabalhar. Aqui todo mundo é trabalhador”,”
afirmou.


