Moradores enfrentam incertezas após interdição de casas em Juiz de Fora

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Moradores de Juiz de Fora enfrentam medo e incerteza após a interdição de suas casas devido a chuvas que resultaram em 65 mortes na cidade. Mais de 8,5 mil pessoas permanecem desabrigadas ou desalojadas, enquanto várias áreas continuam evacuadas por risco de deslizamentos.

As famílias que saíram às pressas durante os temporais ainda não conseguiram recuperar seus bens. Muitas expressam angústia e incerteza sobre o futuro. Moradores dos bairros Esplanada e Paineiras relatam a falta de orientações claras sobre as medidas a serem adotadas pela Defesa Civil.

Na região do Morro do Cristo, a evacuação foi ordenada no dia 24 de fevereiro. Eduardo Dias Guimarães, morador de um dos condomínios interditados, afirmou que cerca de 600 pessoas vivem nos edifícios evacuados, muitos deles com crianças e idosos. “A situação é bem crítica”, disse.

““Os dois maiores condomínios são o Redentor e o Cristo Redentor. Somente esses dois têm aproximadamente 300 apartamentos”, afirmou Eduardo.”

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Diana Cristina da Silva, moradora da travessa Professor Faria, no bairro Esplanada, também enfrenta dificuldades. Sua casa foi interditada após deslizamentos e apresenta rachaduras. Ela relatou que a Defesa Civil ainda não fez vistorias internas.

““Pedi para olharem a minha casa, mas não entraram. Estão apenas olhando de fora, e a gente fica esperando, sem saber o que será feito”, explicou.”

Além disso, a Prefeitura demoliu duas casas na região e avalia a demolição de um macromuro. A Defesa Civil realiza monitoramento contínuo da área do Morro do Cristo, onde há risco de rolamento de pedras.

A Prefeitura informou que não há previsão para a liberação dos imóveis interditados e pediu aos moradores que respeitem as interdições e evitem retornar a áreas de risco sem autorização.

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