Moradores da região da Prainha, em Santarém, interditaram um porto que, segundo eles, opera de forma irregular entre os bairros Santana e Uruará. A ação ocorreu na manhã de 6 de março de 2026, com a colocação de manilhas de concreto para bloquear o acesso de veículos ao local.
De acordo com relatos da comunidade, os próprios moradores contrataram tratores para posicionar as estruturas e impedir a entrada no porto. A mobilização foi uma forma de protesto contra a continuidade das atividades no local, que, conforme os residentes, funciona sem a devida regularização.
A presidente do bairro Uruará, Rita Rocha, destacou que a comunidade enfrenta o problema há meses e decidiu agir para chamar a atenção das autoridades.
““O nosso objetivo hoje aqui é chamar a atenção das autoridades porque nós estamos aqui há anos, né, há mais de 6 meses sofrendo com essa situação desse porto, que é um porto irregular. Um porto que não gera custo nem para o município e muito menos para o bairro,””
afirmou Rita.
Os moradores alegam que o funcionamento do porto tem causado prejuízos à população e ao meio ambiente. Eles defendem que o espaço seja desativado, citando problemas como o aumento do tráfego de veículos pesados e mudanças na utilização da área, que antes era frequentada pela comunidade.
“Nós queremos que as autoridades venham até nós dar solução para por que esse porto continua operando. É um porto irregular que não tem licenciamento, não tem condições de operar,”
“reforçou Rita.”
A Secretaria Municipal de Portos e Transportes Aquaviários informou que a área está em processo de licenciamento para a futura implantação de um anexo de cargas do Terminal Hidroviário de Santarém. O secretário da pasta, João Paiva, explicou que o município busca regularizar a atividade e organizar o funcionamento da área portuária.
““A prefeitura está, através da secretaria, buscando esses meios para organizar aquela área lá. É um porto por onde flui as cargas do município, grande parte da carga que abastece o município é pelo porto de lá,””
disse o secretário.
Segundo João Paiva, o planejamento inclui melhorias na infraestrutura e medidas para reduzir os impactos para os moradores da região.
““Dentro desse processo, vai ter que ser feito o reparo, manutenção das vias de acesso ao porto, bem como ordenar melhor esse fluxo de carretas que vão até o porto,””
acrescentou.
A comunidade informou que pretende manter a interdição até que haja uma solução considerada adequada para os moradores. Enquanto isso, a prefeitura afirma que seguirá trabalhando no processo de regularização da área e na busca de alternativas que conciliem a atividade portuária com a qualidade de vida da população do entorno.

