Moradores das cidades iranianas de Teerã e Isfahan relataram uma noite de bombardeios intensos após ataques israelenses. Imagens mostraram o aeroporto Mehrabad em chamas.
“Podíamos ouvir muitas explosões a noite toda”, disse um morador de Teerã na manhã deste sábado (7). “Parece que destruíram completamente o leste e o oeste da cidade”, acrescentou.
A mídia estatal iraniana informou que Israel atacou o aeroporto. A extensão dos danos ainda é incerta, assim como se o local foi atingido diretamente. Uma residente próxima ao aeroporto mencionou um “bombardeio pesado” às 2h da manhã, horário local, com foco nas “indústrias aeroespaciais”.
“O barulho era muito alto e as janelas tremiam”, afirmou. “Nos refugiamos no corredor da casa. Estamos seguros. Só que às vezes o barulho é perturbador”, completou. Ela disse que voltou a dormir por volta das 4h da manhã e que “as coisas não estão muito difíceis” para ela no momento.
Outro morador de Teerã descreveu os bombardeios como tendo como alvo “pontos específicos”, mas com o objetivo de “destruir o prédio inteiro”. “Os vizinhos daquele prédio geralmente sofrem danos físicos e as famílias ao redor estão sob muita pressão psicológica”, disse um homem de 40 anos.
O exército israelense confirmou ataques em Isfahan, onde estão localizadas instalações cruciais para o programa nuclear iraniano. “Fisicamente estamos bem. Mas mentalmente estamos ferrados”, disse um morador de Isfahan. “De um lado, vemos pessoas morrendo e casas destruídas. Do outro, existe um sistema que vive em um mundo paralelo”, concluiu.
Explosões foram ouvidas em partes de Teerã, segundo a agência de notícias semioficial iraniana Mehr News. O incidente ocorreu após Israel lançar uma série de ataques aéreos contra Teerã e outros locais no Irã, utilizando mais de 80 caças para atingir infraestruturas militares, incluindo bases de lançamento de mísseis.
Imagens mostraram chamas no aeroporto de Mehrabad, com a mídia estatal afirmando que Israel o havia atingido. A extensão dos danos ao aeroporto ainda não está clara.


