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Justiça

Moraes determina prisão de militares condenados por participação em trama golpista

Amanda Rocha
Última atualização: 14 de março de 2026 09:41
Amanda Rocha
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Tempo: 2 min.
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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o início do cumprimento das penas de seis militares das Forças Especiais do Exército, conhecidos como “kids pretos”, e de um agente da Polícia Federal condenados por participação em uma trama golpista investigada após as eleições de 2022.

Os réus fazem parte do chamado Núcleo 3 da acusação, apontado pela denúncia como responsável por planejar ações táticas que incluíam o sequestro e o assassinato do próprio Moraes, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice-presidente Geraldo Alckmin.

A investigação apura articulações que buscavam impedir a posse presidencial após a derrota do então presidente Jair Bolsonaro nas eleições. A ordem de prisão foi expedida após o encerramento da tramitação do processo no Supremo.

No mês passado, a Primeira Turma da Corte rejeitou os últimos recursos apresentados pelas defesas. Com a publicação do acórdão do julgamento nesta semana, Moraes autorizou a execução das penas, que variam de 16 a 24 anos.

As condenações impostas aos integrantes do grupo variam entre 16 e 24 anos de prisão. A pena mais alta foi aplicada ao tenente-coronel Hélio Ferreira Lima, condenado a 24 anos. Também foram sentenciados os tenentes-coronéis Rafael Martins de Oliveira e Rodrigo Bezerra de Azevedo, ambos com penas de 21 anos.

O agente da Polícia Federal Wladimir Matos Soares recebeu condenação de 21 anos de prisão. Já o tenente-coronel Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros e o coronel Bernardo Romão Correa Netto foram condenados a 17 anos de reclusão cada. O coronel Fabrício Moreira de Bastos recebeu pena de 16 anos.

Com a decisão, as penas passam a ser executadas de forma definitiva, após o esgotamento das possibilidades de recurso no STF.

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