Moraes nega conversas com banqueiro no dia da prisão de Vorcaro

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou ter mantido conversas com o banqueiro Daniel Vorcaro no dia 17 de novembro do ano passado, quando Vorcaro foi preso pela primeira vez durante a Operação Compliance Zero, que investiga fraudes no Banco Master. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (6) pela Secretaria de Comunicação do STF.

A suposta troca de mensagens foi reportada pelo jornal O Globo, que teve acesso a prints de mensagens encontrados pela Polícia Federal (PF) no celular de Vorcaro. Segundo a nota do STF, as mensagens atribuídas a Moraes estão relacionadas a outros contatos na agenda de Vorcaro.

Após análise dos dados sigilosos, o STF não revelou quem realizou a investigação. “No conteúdo extraído do celular do executivo pelos investigadores, os prints dessas mensagens enviadas por Vorcaro estão vinculadas a pastas de outras pessoas de sua lista de contatos e não constam como direcionadas ao ministro Alexandre de Moraes”, informou o comunicado.

A secretaria acrescentou que as mensagens foram enviadas a outros contatos, que não foram identificados devido ao sigilo. “A mensagem e o respectivo contato estão na mesma pasta do computador de quem fez os prints (Vorcaro). Ou seja, fica demonstrado que as mensagens (prints) estão vinculadas a outros contatos telefônicos no computador de Daniel Vorcaro, jamais ao Ministro Alexandre de Moraes”, completou a nota.

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi transferido nesta sexta-feira (6) para a Penitenciária Federal em Brasília, um presídio de segurança máxima. Ele estava preso desde quarta-feira (4) na Penitenciária de Potim, no interior paulista. A transferência foi autorizada pelo ministro do STF André Mendonça, relator das investigações da Operação Compliance Zero, em atendimento a um pedido da PF.

A PF justificou a transferência afirmando que o banqueiro poderia influenciar as investigações sobre as fraudes no Banco Master. Além disso, o ministro André Mendonça autorizou a abertura de um inquérito da PF para investigar os vazamentos dos dados sigilosos de Vorcaro.

A decisão de Mendonça foi motivada por um pedido da defesa do banqueiro, que alegou que os vazamentos começaram após a autorização do compartilhamento dos dados com a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. Os sigilos de Vorcaro foram solicitados pela CPMI para apurar a suposta ligação do Banco Master com fraudes em empréstimos consignados de aposentados e pensionistas do INSS. A defesa de Vorcaro argumentou que as conversas pessoais foram publicadas pela imprensa e que é necessário investigar a origem dos vazamentos.

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