Ali Larijani, principal autoridade de segurança nacional do Irã, foi morto em um ataque nesta terça-feira (17). A informação foi confirmada por Israel, que considera Larijani um alvo prioritário desde o início do conflito com os EUA e Israel, que começou em 28 de fevereiro. Aos 67 anos, ele se tornou um símbolo do regime iraniano e sua continuidade.
Larijani participou de um comício público em Teerã na semana passada e, durante as duas primeiras semanas do conflito, foi ativo nas redes sociais, provocando o presidente dos EUA, Donald Trump. Em uma de suas postagens, ele alertou muçulmanos no Golfo Pérsico sobre a falta de lealdade dos EUA e a hostilidade de Israel.
Analistas afirmam que a morte de Larijani pode dificultar as negociações para encerrar a guerra, privando a liderança iraniana de uma de suas vozes mais influentes. Hamidreza Azizi, pesquisador visitante no Instituto Alemão para Assuntos Internacionais e de Segurança, destacou que figuras com a experiência de Larijani são difíceis de substituir.
Larijani ocupou posições-chave no IRGC e no parlamento, sendo um “conservador pragmático” que navegou pela política da República Islâmica. Ele foi o principal negociador nuclear do Irã e, até 2020, presidiu o parlamento, ampliando sua base de poder.
Recentemente, Larijani se tornou a principal voz internacional do Irã, realizando visitas a Moscou, Beirute, Abu Dhabi e Omã. Sua morte pode complicar ainda mais a condução da guerra, já que sua habilidade em unir diferentes facções dentro da elite iraniana era reconhecida.
Nos últimos dias, Larijani havia se mostrado preparado para um conflito prolongado, afirmando que o Irã estava pronto para uma guerra longa. Sua morte pode indicar uma militarização crescente da liderança iraniana, com a recente nomeação de Mohsen Rezaei como conselheiro militar do novo Líder Supremo, Mojtaba Khamenei.


