A jovem Esmeralda Domingos da Silva, de 17 anos, foi morta em uma distribuidora de bebidas na região sul de Palmas. O crime ocorreu na madrugada de 28 de janeiro, no setor Jardim Aureny IV. Os suspeitos são um casal, uma mulher de 27 anos e um homem de 20 anos, cujos nomes não foram divulgados pela polícia.
Esmeralda foi atingida na região do pescoço enquanto dançava próximo a um homem. Testemunhas relataram que a suspeita efetuou disparos dentro da distribuidora. A jovem foi socorrida e levada em estado grave para a UPA Sul de Palmas, mas não resistiu aos ferimentos.
De acordo com a Polícia Civil, a motivação do crime foi ciúme. A investigação da 1ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) revelou que a adolescente estava dançando perto de um homem que estava acompanhado da namorada, o que teria incomodado a mulher. Ela saiu do local e retornou armada.
Após um mês de investigação, a Polícia Civil identificou os suspeitos como J.S.C., de 27 anos, e T.G.P., de 20 anos. A mulher é apontada como autora dos disparos, enquanto o namorado também é investigado por participação no crime. A Justiça decretou a prisão preventiva do casal, que havia deixado o Tocantins após o homicídio.
Os suspeitos foram localizados e presos na região de divisa entre Tocantins e Pará, após cometerem um roubo com arma de fogo em Santana do Araguaia, no Pará. Eles foram transferidos para o sistema prisional de Palmas.
Esmeralda era descrita por familiares como uma jovem alegre e carinhosa, com o sonho de se tornar dançarina. Desde criança, ela gostava de dançar e era conhecida por fazer amizades facilmente. A jovem enfrentava dificuldades relacionadas à saúde mental, possuindo laudos de transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) e dificuldades intelectuais, mas contava com apoio familiar constante.
O inquérito concluiu que o crime foi motivado por ciúmes, e testemunhas afirmaram que a mulher também tentou atirar contra amigos da vítima antes de atingir Esmeralda. O caso segue na Justiça, e familiares da adolescente pedem justiça, afirmando que ela “não será esquecida”.


