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Morte de PM em SP gera investigações após socorrista notar detalhes estranhos

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A soldado da Polícia Militar Gisele Alves, de 37 anos, foi encontrada baleada na cabeça em seu apartamento na Zona Sul de São Paulo no dia 18 de fevereiro de 2026. O caso gerou investigações após um socorrista notar detalhes que levantaram suspeitas sobre a versão de suicídio.

O socorrista, com 15 anos de experiência, afirmou que a posição da arma na mão de Gisele parecia incomum para um caso de suicídio. Ele decidiu fotografar a cena por achar estranha a forma como a arma estava bem encaixada na mão da policial. Além disso, o sangue já estava coagulado e o cartucho da bala não foi encontrado.

O tenente-coronel da PM, Geraldo Neto, marido de Gisele, afirmou que estava no banho no momento do disparo. No entanto, não havia água no chão do apartamento e ele estava seco quando os socorristas chegaram. O primeiro pedido de socorro foi feito por Geraldo, que também contatou o Corpo de Bombeiros logo em seguida.

Imagens de câmeras de segurança mostram o tenente-coronel no corredor do prédio às 8h02, sem camisa e ao telefone. Três minutos depois, ele faz outra ligação e, às 8h13, três bombeiros chegam ao local. Testemunhas relataram que ele não demonstrou desespero durante o atendimento e permaneceu ao telefone com superiores.

Durante o intervalo, ele foi visto tomando banho, mesmo após ser orientado por policiais a não fazê-lo. Policiais que participaram da ocorrência relataram que ele voltou com cheiro forte de produto químico. Laudos da Polícia Técnico-Científica indicaram que a cena do crime não foi preservada adequadamente, dificultando a determinação da dinâmica do disparo.

Uma vizinha declarou que acordou às 7h28 com um estampido forte, enquanto a primeira ligação de Geraldo pedindo socorro foi feita às 7h57, cerca de 29 minutos depois. A defesa do tenente-coronel afirmou que ele não é investigado, suspeito ou indiciado e que tem colaborado com as autoridades desde o início.

““Desde o início, o tenente-coronel tem colaborado com as autoridades”, diz a defesa.”

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