O Ministério Público do Distrito Federal recomendou que o Corpo de Bombeiros Militar do DF não exija mais o teste de barra dinâmica para mulheres nos concursos públicos da corporação.
Segundo o MP, a barra dinâmica é uma prova eliminatória e classificatória no Teste de Aptidão Física (TAF) e sua exigência desconsidera as diferenças fisiológicas entre homens e mulheres, podendo ser vista como discriminação de gênero.
A recomendação, datada de 26 de fevereiro, foi divulgada no dia 9 de março. O documento menciona a Constituição Federal, a Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) e a Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra a Mulher, que garantem a igualdade entre os gêneros.
O MP também destacou que estudos mostram uma reprovação desproporcional de candidatas quando o teste de barra dinâmica é utilizado. Em 2016, 89,5% das mulheres foram reprovadas em um concurso da Polícia Civil, enquanto menos de 2% dos homens não passaram.
Em 2025, no concurso do Corpo de Bombeiros Militar do Rio, a barra dinâmica resultou em 70% de reprovação para mulheres e 6% para homens. A recomendação do MP visa eliminar critérios avaliativos que perpetuam preconceitos de gênero e limitam o acesso de mulheres a cargos públicos.
O g1 tentou contato com o Corpo de Bombeiros do DF, mas não obteve resposta até a última atualização da reportagem.


