O Ministério Público de Campo Belo instaurou Procedimentos Investigatórios Criminais (PICs) para investigar quatro mortes ocorridas durante a operação ‘Sargento Rodrigo’ da Polícia Militar em Campo Belo, Minas Gerais.
A operação foi iniciada após o assassinato do 3º Sargento da PM Rodrigo Silva Pereira, que foi surpreendido por dois homens em uma motocicleta ao chegar em casa com seu filho no dia 4 de março. Câmeras de segurança registraram parte do ocorrido.
Os PICs visam apurar as mortes de Ryan Junio Oliveira, Estevão Luiz Vaz Santos, Andreallys Conrado Silveira Inácio e Rodrigo Junio Silva, que ocorreram entre 4 e 9 de março. A 3ª Promotoria de Justiça de Campo Belo informou que cada procedimento foi instaurado individualmente, garantindo um tratamento investigativo autônomo para cada caso.
“”Dada a gravidade dos fatos, as apurações são desenvolvidas em conjunto com o Centro de Apoio Operacional de Defesa da Segurança Pública (CAO-SEP), órgão do MPMG que auxilia tecnicamente as promotorias em matérias afetas ao controle da atividade policial,””
disse o MP. As investigações têm um prazo de 30 dias para serem concluídas, podendo ser prorrogadas.
No domingo (15), mais três pessoas foram mortas em ações da PM, mas esses casos ainda não foram formalmente encaminhados à Promotoria. O MP pode instaurar novos procedimentos à medida que as comunicações forem recebidas.
Desde o início da ‘Operação Sargento Rodrigo’, o número de mortes chegou a sete. A PM informou que o crime que resultou na morte do sargento foi cometido por um grupo criminoso ligado ao tráfico de drogas e outros homicídios na região. Mais de 30 pessoas, incluindo adultos e menores, foram presas e apreendidas.
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou que os inquéritos policiais estão em andamento. O governador Romeu Zema, em visita a cidades do Sul de Minas, afirmou que a polícia está atuando para evitar a instalação do crime organizado em Campo Belo.
“”Deve voltar à normalidade assim que os bandidos se entregarem. A minha ordem é combater o crime organizado enquanto eles estiverem presentes ou revidando a nossa polícia,””
disse Zema, enfatizando a importância de não deixar o crime organizado se estabelecer na região.


