A Agência Goiana de Habitação (Agehab) foi alvo de uma operação na manhã de quarta-feira, 18 de março de 2026, conduzida pelo Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO). A ação investiga um suposto esquema de desvio de recursos públicos em contratos firmados com construtoras, envolvendo verbas do Fundo Protege Goiás.
Durante a “Operação Confrades”, dois membros do corpo gestor da Agehab, responsáveis pela contratação de empresas para projetos habitacionais, foram afastados. Ao todo, foram cumpridos nove mandados de busca e apreensão em Goiânia e Anápolis, além de buscas na sede da agência. Empresários e uma construtora também estão entre os alvos da investigação.
A ação, realizada pelo Grupo de Atuação Especial do Patrimônio Público (GAEPP), revelou indícios de irregularidades na seleção de projetos de engenharia e na formalização e execução de contratos relacionados ao programa habitacional Pra Ter Onde Morar. As suspeitas recaem sobre a conduta de agentes públicos envolvidos nas contratações, e não sobre a estrutura ou os objetivos do programa.
Além disso, a promotoria e o GAEPP investigam práticas como reajustes contratuais ilícitos, flexibilização indevida de regras em editais, pagamentos indevidos e interferência em setores técnicos da Agehab para beneficiar determinadas empresas. Em resposta às apurações, a 5ª Vara da Fazenda Pública Estadual de Goiânia atendeu ao pedido do MPGO e determinou o afastamento temporário dos dois gestores investigados.
A Agehab informou que está colaborando com as investigações, prestando todas as informações necessárias à Justiça. Em nota, a agência declarou: “A operação não tem relação com a alta gestão da Agência nem prejudica os programas da empresa, conforme esclareceu o próprio MP em nota. A Agehab busca colaborar e esclarecer para toda a sociedade.”

