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Mpox: Brasil registra 140 casos e população busca informações sobre a doença

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O Brasil registrou 140 casos de Mpox até a primeira semana de março de 2026, conforme informações do Ministério da Saúde. Até o momento, não houve fatalidades relacionadas à doença. O aumento dos casos gerou preocupação na população, que busca informações sobre sintomas, vacinas e tratamento.

Dados do Google Trends mostram que as principais buscas relacionadas ao termo Mpox incluem: vacina, sintomas, casos, transmissão, tratamento e prevenção. Entre 14 e 21 de fevereiro, houve um aumento de 100% nas buscas, especialmente em relação a casos confirmados em Porto Alegre, Rondônia e na Bahia, além de uma nova variante identificada.

De acordo com a Sociedade Paulista de Infectologia, a Mpox é uma doença viral causada por um ortopoxvírus, transmitida principalmente por contato direto com lesões de pele, fluidos corporais, contato sexual ou secreções respiratórias durante contato próximo e prolongado.

Os principais sintomas da Mpox incluem febre, mal-estar, dor no corpo, aumento de gânglios linfáticos e lesões cutâneas, que evoluem em diferentes estágios até formar crostas. O diagnóstico precoce é fundamental para orientar o isolamento do paciente e reduzir a transmissão.

O Ministério da Saúde confirma que existe vacina para Mpox, priorizando a imunização de pessoas com maior risco de evolução para formas graves da doença, como homens cisgêneros, travestis e mulheres transexuais com 18 anos ou mais que vivem com o vírus HIV, além de funcionários de laboratórios.

A Mpox tem cura, mas nenhum medicamento específico foi aprovado pela OMS. O tratamento é voltado para oferecer suporte clínico, minimizar sintomas e prevenir complicações. A Organização Pan-Americana da Saúde informa que os sintomas leves a moderados geralmente desaparecem sem intervenção médica.

É importante evitar o contato direto com indivíduos suspeitos ou confirmados e seguir medidas de prevenção, como lavar as mãos frequentemente. Indivíduos infectados devem manter isolamento social e evitar compartilhar itens pessoais.

Embora a Mpox possa levar a complicações e até à morte em pessoas imunocomprometidas, crianças e gestantes, a letalidade varia conforme a variante do vírus. O clado 1 é mais transmissível e grave que o clado 2, responsável pelo surto em 2022. Uma subvariante, a clado 1B, foi identificada na República Democrática do Congo em setembro de 2023, sendo ainda mais transmissível.

Especialistas alertam que é possível que a Mpox se torne uma pandemia, destacando a importância da vigilância epidemiológica e da comunicação responsável sobre sintomas e prevenção.

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