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Política

MPTCU afirma que CAE pode decidir sobre sigilo de auditoria no BC

Amanda Rocha
Última atualização: 17 de março de 2026 20:20
Amanda Rocha
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Tempo: 2 min.
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O MPTCU (Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União) defendeu que a CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado pode derrubar o sigilo da auditoria no BC (Banco Central) relacionada ao caso do Banco Master. A declaração foi feita em resposta a um ofício do senador Renan Calheiros (MDB-AL).

Na última semana, o TCU autorizou o envio de documentos e informações obtidos na inspeção no BC à CAE, mas indicou a manutenção do sigilo. O ofício do senador pleiteia que os parlamentares tenham a decisão sobre essa questão.

O subprocurador-geral do MPTCU, Lucas Rocha Furtado, afirmou que o TCU, como órgão auxiliar do Congresso, não pode impor à CAE o regime de sigilo. Ele destacou:

““Não lhe é dado substituir-se à esfera de decisão do próprio Senado quanto à forma de tratamento dessas informações.””

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Furtado também ressaltou que

““a palavra final, quanto ao regime de publicidade ou de sigilo das informações no âmbito do Senado Federal, compete à própria CAE, à luz de suas prerrogativas constitucionais e regimentais.””

Em entrevista, Furtado afirmou que a CAE já pode decidir sobre o sigilo, destacando que

““se é branco ou preto para o TCU, essa regra não vale para o Senado.””

No início do ano, o TCU assumiu um papel central nos desdobramentos do caso Master, com o relator determinando uma inspeção no BC para coletar informações sobre a decisão da autoridade monetária de liquidar a instituição de Daniel Vorcaro.

TAGGED:Banco CentralCaso MasterLucas Rocha FurtadoMPTCUPolíticaRenan CalheirosSenado FederalTCU
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