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Segurança

Mulher denuncia ex-sogro por atropelamento em Franca durante discussão

Amanda Rocha
Última atualização: 16 de março de 2026 12:10
Amanda Rocha
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Tempo: 5 min.
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Uma jovem de 23 anos, Thalia Martins Batista Ferreira, denunciou seu ex-sogro e ex-marido por um atropelamento ocorrido no dia 8 de março, em Franca, São Paulo. O incidente aconteceu em uma praça no Jardim Aeroporto I, enquanto Thalia buscava sua filha de 3 anos após o fim de semana de visitas ao pai.

Segundo o boletim de ocorrência registrado na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), Thalia foi arremessada do capô de um carro em movimento durante uma discussão. Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que a mulher se posicionou em frente ao veículo, que deu marcha à ré e acelerou em sua direção. Com o impacto, Thalia caiu sobre o capô e foi arremessada ao chão.

“”Foi no Dia Internacional da Mulher. Dia que para mim ficou marcado como a primeira vez que me atropelaram, e eu espero que seja a última. O meu ex-sogro avançou com o carro para cima de mim por conta de uma briga sobre a cadeirinha do assento do carro da minha filha”, relatou Thalia.”

Thalia estava acompanhada de seu atual marido, Maikon Vinicius dos Santos, no momento do incidente. O local foi escolhido para evitar conflitos entre o ex-casal. Após a entrega da criança pelo ex-marido, Thiago Eusébio Ferreira, Thalia tentou pegar a cadeirinha de transporte, que havia sido adquirida durante o casamento. O ex-marido e o ex-sogro, João Batista Eusébio Ferreira, alegaram que o equipamento pertencia a Thiago e tentaram levar o objeto.

A filha de Thalia presenciou toda a cena. A jovem relembra as palavras de seu ex-marido:

“”Acelera, pai, vamos embora, acelera”.”

Thalia descreveu o desespero ao cair do veículo:

“”Quando eu senti o chão embaixo de mim, a única coisa que passou pela minha cabeça foi que esse carro não passasse por cima de mim, que eu não fosse parar debaixo de uma roda, que eu saísse pelo menos viva. Eu temi pela minha vida”.”

Após o atropelamento, Thalia sofreu hematomas, escoriações e dores, mas não foram constatadas fraturas. A jovem relatou que seu casamento com Thiago foi marcado por pressão psicológica e discussões. Ela deixou a casa do ex-marido em abril de 2025, após um episódio de violência em que ele quebrou seu celular durante uma discussão.

Após o divórcio e a definição da guarda unilateral da filha, Thalia obteve uma medida protetiva contra Thiago, que foi revogada posteriormente. Atualmente, a defesa da jovem conseguiu uma nova medida protetiva contra o ex-marido e o ex-sogro, além de um pedido judicial para revisar o direito de visitas do pai.

“”A minha filha só tem 3 anos. Ela presenciou tudo e conta que ‘o vovô João atropelou a mamãe’, gesticulando com os bracinhos como se fosse algo normal de se ver, coisa que não é. Eu quero justiça, porque não foi só um dano físico, foi um dano psicológico para mim, para o meu marido e, principalmente, para a minha filha”, desabafou Thalia.”

O trauma do atropelamento alterou a rotina da família. Thalia, que trabalha como atendente de telemarketing, passou a atuar 100% em home office e retirou a filha da creche por medo de sair à rua.

“”Qualquer barulho na casa, eu acho que é alguém tentando invadir, fazendo alguma coisa comigo ou com a minha família. O medo é constante. Eu tenho medo de andar na rua, porque eu tenho a sensação de que a qualquer momento aquele carro vai vir para cima de mim”.”

A defesa de Thiago Eusébio Ferreira e de João Batista Eusébio Ferreira não foi localizada até a última atualização desta reportagem.

TAGGED:atropelamentoFrançaJoão Batista Eusébio FerreiraJustiçaMaikon Vinicius dos Santospraça no Jardim Aeroporto ISPThalia Martins Batista FerreiraThiago Eusébio Ferreiraviolência doméstica
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