A jovem Elluá Neves, de 21 anos, denunciou um mototaxista por aplicativo por perseguição, ameaça e agressão nesta quarta-feira (11), em Maceió.
Durante os cerca de quatro minutos em que permaneceu na garupa da moto do suspeito, Elluá afirmou que só conseguia pensar na própria filha. A situação começou após uma discussão com o condutor, que passou a agir de forma agressiva, fazendo ameaças e dirigindo de maneira imprudente.
Temendo pela própria segurança, a jovem decidiu pular da moto enquanto o veículo ainda estava em movimento. Ela relatou que o momento foi de desespero e que a preocupação com a filha a motivou a agir rapidamente.
““Na minha cabeça, foi bem longo o tempo de agonia e medo que passei, mas creio que, de fato, tudo não durou mais que 4 minutos. Na hora, eu só queria sair dali, só pensava na minha filha e por tudo que poderia vir a acontecer comigo”, declarou.”
Após o ocorrido, Elluá registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil por ameaça e pediu uma medida protetiva. Ela contou que o incidente aconteceu na terça-feira, por volta das 12h.
“Eu sempre faço essa rota. Eu pedi [a moto] nesse dia e ele [o mototaxista] foi por um caminho diferente. Ele foi por trás do [Conjunto] Maceió I, em uma estradinha de barro, que só era mata, e eu perguntei qual era o caminho e perguntei se ele poderia ir por outro caminho”, explicou.
Segundo Elluá, ao questionar sobre a possibilidade de outro trajeto, o motorista, identificado apenas como Wallace, teria sorrido e debochado da situação, seguindo para uma área de mata.
“Foi instantâneo. Eu pulei da moto, bati a minha cabeça com tudo no chão. A sorte é que eu estava de capacete. Minhas costas, eu não estou conseguindo nem encostar direito. Fui correndo, correndo, parecia que a mata não tinha fim”, relatou a mulher.
A passageira contou que, no momento do pulo, o veículo estava em alta velocidade. Durante a fuga, ela perdeu as sandálias, que, segundo ela, foram jogadas nas costas dela durante a perseguição. O motorista teria dito: “Eu vou lhe achar, viu?”
Elluá também entrou em contato com a empresa 99 para denunciar o caso. A reportagem tentou localizar a assessoria da 99, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.


