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Saúde

Mulher picada por jararaca em Pontalinda relata dor intensa e medo de morrer

Amanda Rocha
Última atualização: 18 de março de 2026 09:20
Amanda Rocha
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Tempo: 4 min.
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Uma mulher de 42 anos foi hospitalizada após ser picada por uma cobra jararaca na mão direita, em Pontalinda, São Paulo. O incidente ocorreu no dia 10 de março, enquanto Andréia de Lima Carvalho ajudava o marido em uma horta comunitária de abóboras.

Em entrevista, Andréia relatou que sentiu uma dor “insuportável” e pensou que iria morrer após o ataque. Ela afirmou que, inicialmente, não sentiu nada, mas logo começou a sentir inchaço intenso na mão, dor forte e visão turva. Andréia pediu socorro ao marido e aos outros trabalhadores do sítio.

““No momento em que eu fui pegar a abóbora, a cobra me deu o bote. Aqui eu nunca tinha visto essa cobra. Logo em seguida já começou uma dor muito forte, insuportável. Gritei pelo meu esposo, que veio correndo me ajudar”, lembrou Andréia.”

Após o ataque, Andréia foi levada ao pronto-socorro de Pontalinda, onde recebeu os primeiros atendimentos. Depois de 24 horas, foi transferida para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Jales, onde recebeu soro antiofídico. Ela ficou internada até o dia 13 de março, quando recebeu alta hospitalar.

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Os médicos descartaram complicações severas, como necrose. Em casa, Andréia comentou que ainda sente os efeitos da picada.

““Meu braço ainda está muito inchado, dói, estou tomando muito remédio, está vermelho. Mas, graças a Deus, os médicos disseram que não vou ter sequelas porque o socorro foi rápido”, disse.”

Andréia também relembrou o desespero no momento do ataque e afirmou que conseguiu identificar a cobra como jararaca após ver imagens do animal. Isso intensificou seu medo, uma vez que ela tinha conhecimento sobre a potência do veneno.

““Eu só pensava ‘uma cobra me picou, eu vou morrer’. Era muita dor, uma dor muito intensa. Eu pensava que ia morrer, pensava no meu filho o tempo todo. E hoje estou em casa me recuperando. Foi um susto muito grande”, relembrou a mulher.”

Ela ressaltou que o atendimento rápido foi fundamental para evitar consequências mais graves e que pretende retomar sua rotina assim que estiver totalmente recuperada.

A jararaca é uma das cobras mais agressivas e altamente venenosas, segundo o doutor em zoologia Thiago Maia Davanso. A cobra, do gênero Bothrops, é peçonhenta e sua toxina é capaz de necrosar a pele e atingir o sistema nervoso. O Brasil registra cerca de 30 mil acidentes por ano provocados por serpentes, sendo que as picadas de jararaca representam quase 70% dos ataques.

Conforme o biólogo, é comum que as jararacas entrem na área urbana em busca de alimento, devido à degradação de seu habitat natural. Embora os ataques a humanos sejam raros, a jararaca pode atingir até 1,5 metro de comprimento, com a fêmea sendo maior que o macho.

Em caso de ataque, é importante identificar o animal para fornecer informações ao socorro médico. No ponto da picada, deve-se lavar apenas com água e sabão. Os principais sintomas incluem dor e inchaço local, manchas arroxeadas e sangramento no ferimento.

TAGGED:Andréia de Lima CarvalhocobrajararacapicadaPontalindaSP
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