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Mulheres lideram 55 mil pequenos negócios na região de Piracicaba

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

A região de Piracicaba (SP) conta com 55.098 pequenos negócios liderados por mulheres, conforme dados do Portal do Empreendedor, do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). As mulheres representam 46,4% dos microempreendedores individuais (MEIs), enquanto os homens somam 63.625 registros, correspondendo a 53,6%.

O total de MEIs nos 15 municípios da região é de 118.723. Alessandra Aparecida Maciel, empreendedora em Piracicaba, afirma:

“”Não é uma concorrência, não é uma competição. A gente só está querendo igualdade”.”

Segundo o Sebrae, os dados indicam que as mulheres empreendedoras estão se consolidando e ganhando protagonismo na economia local. Débora Rodrigues, analista de negócios do Sebrae-SP, destaca que empreender é repleto de desafios, especialmente para mulheres que precisam equilibrar trabalho e vida familiar.

A gestora também alerta sobre o preconceito enfrentado em setores dominados por homens. Alessandra, que atua na manutenção de pistões e cilindros, relata:

“”É desafiador todos os dias. Na área em que atuo, acredito que seja ainda mais difícil, porque é um ramo 99% voltado para homens. Minha dificuldade é enorme em conquistar novos clientes, marcar reuniões ou visitas para apresentar a empresa”.”

Alessandra e seu ex-marido foram sócios de uma empresa do setor, mas após o divórcio em 2015, ela assumiu um novo negócio. Ela já foi questionada sobre a supervisão masculina em seu trabalho:

“”Quem não me conhece, não acredita, por puro preconceito”.”

Alessandra deseja mudar essa realidade e planeja contratar mais mulheres.

Isabella Gimenes Betin, de 26 anos, lidera um empreendimento familiar de produção de derivados de leite ao lado da mãe. Após uma cirurgia da mãe, Isabella assumiu o negócio e considera o ato de empreender um grande desafio. Ela afirma:

“”Pra mim, vem com uma inspiração muito grande, muito forte da minha mãe. Ela é a minha maior referência”.”

Isabella também enfrenta o desafio de conciliar a maternidade com o empreendedorismo. Ela já se sentiu subestimada em um setor que exige força física, destacando:

“”O meu maior desafio é conquistar meu espaço. Na questão de ter voz, porque é muito difícil você se posicionar com a idade que eu tenho nisso”.”

Apesar das dificuldades, Isabella acredita que a mudança está em curso, com mais mulheres assumindo papéis no agronegócio. Ela observa:

“”O agro hoje é muito masculino ainda, mas você vê mulheres que transformam ambientes”.”

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