Mulheres lideram inscrições em exames educacionais no Brasil

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

No Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, dados do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) mostram que as mulheres são maioria nas inscrições e participações nos principais exames educacionais do Brasil.

Esse cenário evidencia a crescente busca do público feminino por formação e qualificação profissional, refletindo o investimento contínuo das mulheres na educação como um caminho para ampliar oportunidades e fortalecer sua inserção no mercado de trabalho.

No Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2025, as mulheres somaram 2.889.851 inscrições, correspondendo a 60% do total de 4.811.338. A estudante de psicologia Letícia Jácome Rodrigues, que realizou o exame em 2022, destaca o impacto do Enem em sua trajetória acadêmica. Com a nota obtida, ela conseguiu ingressar em uma instituição de ensino superior.

““Vejo a minha geração de mulheres como uma geração que quer saber mais. Ter um número tão alto de inscritas revela o quanto estamos dispostas a aprender, evoluir e buscar sempre fazer o melhor que podemos”, diz Letícia.”

A predominância feminina também se observa em outras avaliações. Na Prova Nacional Docente (PND) 2025, voltada à seleção de profissionais na carreira docente, o público feminino registrou 823.026 inscrições, representando 75,7% do total de 1.086.914.

No Enamed (Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica), as mulheres foram maioria, com 58.963 inscrições (61,0%) do total de 96.635, enquanto os homens somaram 37.672 (39,0%).

De acordo com o Censo Escolar 2025, a educação básica brasileira conta com 1.896.389 docentes mulheres, representando 78,8% do total de 2.407.049 docentes, reforçando a presença feminina nas salas de aula em todo o país.

A trajetória da professora Natália Guimarães, que leciona há 23 anos no Ensino Fundamental I, reflete essa realidade. “Minha mãe teve escola e eu sempre gostei de crianças. Na época do vestibular, optei por prestar enfermagem e pedagogia. Fui aprovada em pedagogia e comecei a dar aulas ainda na faculdade”, relembra.

““Quando chegam à escola, começam a ampliar o olhar para o outro e a compreender que fazem parte de um coletivo. Isso amplia as possibilidades para a vida”, destaca Natália.”

No ensino superior, as mulheres também são maioria entre os concluintes, com 793.062 mulheres, representando 59,5% do total de 1.333.828, segundo o Censo da Educação Superior. As áreas mais procuradas por elas incluem pedagogia, direito e administração.

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