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Mulheres na FAB: rotina de sargento e tenente em missões aéreas

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

No mês da mulher, a presença feminina se destaca nas missões aéreas da Força Aérea Brasileira (FAB). Em Brasília, um dos aviões da FAB só deixa o hangar após passar pelas mãos de duas mulheres: a sargento Ana Clara, de 26 anos, e a tenente Karoline Loureiro.

A sargento Ana Clara é responsável pela mecânica do C-98 Caravan, que tem capacidade para até 10 passageiros e uma tonelada de carga. Ela realiza um checklist detalhado, que inclui a verificação da cabine, rodas, motor e hélice.

A tenente Karoline, por sua vez, é a piloto da aeronave. Ela explica que o planejamento do voo envolve a definição do número de passageiros e todos os detalhes necessários para garantir a segurança da missão. A aeronave possui autonomia para percorrer até 2 mil quilômetros.

“”A gente faz todo o planejamento do voo, desde a primeira decolagem, tempo de fadiga dos pilotos, o horário de envolvimento, quanto de carga, quantos passageiros vão ingressar na aeronave”, diz a tenente.”

Cada missão realizada pela tenente Karoline tem um significado especial, especialmente o transporte de órgãos para transplante. Em 2025, ela fez 24 transportes de órgãos, o que, segundo ela, impactou 24 famílias.

“”Isso abrilhanta minha carreira. É uma honra imensa fazer parte”, afirmou a tenente.”

Atualmente, a Força Aérea Brasileira conta com 67.300 militares, sendo 15.301 mulheres, o que representa 22% do efetivo. O ingresso de mulheres aviadoras foi permitido em 2003, cerca de 122 anos após a fundação da FAB, em 1881.

A tenente Karoline ressalta a dedicação das mulheres nas conquistas da FAB. A sargento Ana Clara deixa uma mensagem para as meninas sonhadoras:

“”Assim como um dia eu fui uma menina sonhadora, eu digo que sim, é possível. Desde que a gente se dedique, a gente estude e a gente busque o melhor de nós. Tudo é possível para os nossos sonhos”, pontuou a sargento.”

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