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Entretenimento

Mulheres no tecnomelody: protagonismo feminino no ritmo paraense

Amanda Rocha
Última atualização: 8 de março de 2026 16:45
Amanda Rocha
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Tempo: 3 min.
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No Dia Internacional da Mulher, artistas e fãs do tecnomelody destacam o protagonismo feminino no ritmo paraense. As mulheres estão presentes nas mesas de mixagem, nos palcos e nas pistas de dança com os fã-clubes.

Com uma melodia dançante e eletrônica, o tecnomelody mistura batidas aceleradas e ritmos caribenhos, incorporando elementos regionais como o carimbó, o siriá e a guitarrada. Este ritmo une a tradição do brega paraense à música eletrônica contemporânea, sendo uma presença marcante nas festas de aparelhagem em todo o Pará e projetando artistas locais no cenário nacional.

A DJ Meury é uma das principais expoentes atuais do tecnomelody. Iniciou sua trajetória aos 15 anos e enfrentou desafios como o machismo e o preconceito. Ela se destaca por ser a primeira mulher na produção do gênero e por levar o ritmo a outros países, além de firmar parcerias com grandes nomes da música local.

“”Fui cancelada no meio dos homens. Me odiavam porque eu estava começando a me destacar, até mais que eles, eu criava coisas diferentes. Machismo, né. Hoje em dia eles me respeitam”, diz a artista.”

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O músico e pesquisador Eduardo Barbosa aponta que o protagonismo feminino na cena do tecnomelody se tornou mais evidente a partir do final dos anos 90, com o surgimento de bandas que tinham mulheres como vocalistas principais. Ele menciona bandas como Calypso, com Joelma, Tecnoshow, com Gaby Amarantos, e Fruto Sensual, com Valéria Paiva, além de artistas solos, destacando uma crescente de mulheres no brega como protagonistas.

Um exemplo de força do estilo são os fã-clubes, como o grupo Coelhetes, que possui 20 integrantes, a maioria mulheres. O fã-clube guarda memórias de bons momentos nas festas de aparelhagem e tem uma música própria, “Coelhetes”, que ganhou projeção na voz da cantora Rebeca Lindsay, reconhecida como um dos grandes nomes do tecnomelody.

“”A gente fazia muita música e Coelhetes, hoje em dia, é uma das músicas que não faltam em nosso repertório”, explica.”

“”Me apaixonei pelo tecnomelody nesses 20 anos de carreira”, diz Rebeca Lindsay.”

TAGGED:CoelhetesDJ MeuryEduardo BarbosaGaby AmarantosJoelmamúsica paraenseParáprotagonismo femininoRebeca LindsaytecnomelodyValéria Paiva
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