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Mulheres representam cerca de 40% do efetivo da Polícia Científica de MS

Amanda Rocha
Tempo: 4 min.

Na Polícia Científica de Mato Grosso do Sul, mulheres desempenham papéis essenciais em várias etapas da produção de provas periciais. Elas atuam desde o atendimento em locais de crime até análises em laboratório, exames médico-legais e identificação por impressões digitais. Atualmente, representam cerca de 40% do efetivo da instituição.

O trabalho técnico começa no local da ocorrência, onde vestígios são identificados, registrados e preservados para auxiliar nas investigações. A perita criminal Karla Gonçalves da Cruz, que ingressou na instituição em 2014, atua no Núcleo de Perícias Externas, no setor de Crimes Contra a Vida, em Campo Grande. Ela destaca a importância de preservar a área ao chegar ao local:

““Minha primeira preocupação é identificar a área onde se encontram os vestígios e verificar se essa região está devidamente isolada e preservada. Isso é fundamental para garantir que os elementos presentes no local sejam mantidos íntegros.””

Karla, com mais de 11 anos de experiência, já trabalhou em diferentes núcleos e enfatiza a necessidade de atenção a todos os elementos da cena do crime, pois nem sempre é possível identificar imediatamente o que é relevante.

““Por isso é essencial realizar um levantamento detalhado e minucioso.””

Parte do material coletado é enviado para análises especializadas em áreas como DNA, documentoscopia e balística.

No campo da medicina legal, os exames ajudam a esclarecer circunstâncias de diferentes ocorrências. A perita médica-legista Taís Cristina Zottis Barsaglini atua há três anos no Instituto de Medicina e Odontologia Legal e na Casa da Mulher Brasileira. Ela afirma que os exames médico-legais são fundamentais para produzir provas técnicas:

““O exame médico-legal traz clareza e materialidade sobre os fatos.””

As conclusões são registradas em laudos técnicos elaborados a partir de evidências científicas. Taís ressalta a importância do rigor técnico em seu trabalho, mesmo diante de situações difíceis:

““Mas tento me manter focada nas evidências e nos fatos concretos.””

A papiloscopia também é uma parte importante da produção de provas. A perita papiloscopista Juliana Cardozo da Silva, que entrou na instituição em 2015, explica que seu trabalho vai além da emissão de documentos de identidade.

““Ele garante a existência civil da pessoa, assegura direitos e a situa perante a sociedade.””

No contexto criminal, a atividade inclui o levantamento de impressões digitais em locais de crime, ajudando na identificação de pessoas envolvidas. Juliana destaca a importância da precisão na análise:

““É um trabalho que não permite pressa.””

A agente de Polícia Científica Romilda Fleitas atua há dez anos nos exames necroscópicos e acompanha diferentes etapas do procedimento. Ela enfatiza a responsabilidade e o respeito no contato com familiares em momentos delicados:

““É um trabalho que exige responsabilidade e respeito com cada caso que chega até nós.””

Essas profissionais desempenham papéis cruciais em diversas etapas da atividade pericial, contribuindo para esclarecer fatos e produzir provas utilizadas pela Justiça.

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