O esporte paralímpico brasileiro celebra conquistas significativas das mulheres neste mês de março. Atletas do Time SP têm se destacado em competições nacionais e internacionais, consolidando o Brasil como uma potência na modalidade.
A paulista Mariana D’Andrea, de 28 anos, fez história ao conquistar as primeiras medalhas de ouro do halterofilismo brasileiro em Jogos Paralímpicos e Campeonatos Mundiais. O título paralímpico foi conquistado nos Jogos de Tóquio 2020, onde competiu na categoria até 73kg e levantou 137kg, superando a chinesa Lili Xu, medalhista de prata.
““A conquista foi um sonho realizado”, disse Mariana.”
Em agosto de 2023, em Dubai, Mariana garantiu o primeiro ouro do Brasil em um Mundial da modalidade, levantando 151kg na categoria até 79kg, superando a nigeriana Bose Omolayo e estabelecendo um novo recorde mundial.
A paranaense Aline Rocha também simboliza o avanço feminino no esporte paralímpico. Em janeiro de 2023, ela conquistou a primeira medalha de ouro do Brasil em um Mundial de esqui cross-country paralímpico, realizado em Östersund, na Suécia. Aos 33 anos, Aline venceu a prova sprint (1 km) com o tempo de 3min10s38 e ainda conquistou dois bronzes nas provas de 10 km e 18 km.
““Essa medalha representa todo o esforço e dedicação”, afirmou Aline.”
Aline começou a competir em provas de neve em 2017 e, em 2018, tornou-se a primeira mulher brasileira a participar dos Jogos Paralímpicos de Inverno em PyeongChang, na Coreia do Sul. Em 2024, ela se destacou como a primeira brasileira cadeirante a conquistar a mandala das World Marathon Majors, completando as seis principais maratonas do circuito mundial.
A ciclista Sabrina Custódia também tem uma história de superação. Após um grave acidente aos 18 anos que resultou na amputação de suas mãos e parte do pé, Sabrina ingressou no atletismo e, durante a pandemia, conheceu o ciclismo. Aos 34 anos, tornou-se a primeira atleta brasileira a alcançar um recorde mundial no paraciclismo durante o Campeonato Mundial de Paraciclismo 2025, realizado no Rio de Janeiro, onde conquistou ouro e duas pratas.
A trajetória de Beth Gomes é marcada por desafios. Diagnosticada com esclerose múltipla, ela trocou o vôlei pelo basquete em cadeira de rodas e representou o Brasil nos Jogos Paralímpicos de Pequim 2008. Em 2021, aos 56 anos, conquistou seu primeiro ouro em Tóquio 2020 no arremesso de peso e, em 2024, foi porta-bandeira da delegação brasileira em Paris, onde conquistou a medalha de ouro na classe F53 e estabeleceu um novo recorde paralímpico.
““Cada medalha é uma vitória pessoal”, disse Beth.”

