‘Não podemos permitir que lunáticos tenham armas nucleares’, diz Donald Trump sobre o Irã

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou durante o encontro do Dia de São Patrício, nesta terça-feira (17), que “não podemos permitir que lunáticos tenham armas nucleares”, referindo-se ao Irã. A declaração foi feita ao lado do primeiro-ministro da Irlanda, Micheál Martin, em uma reunião que foi dominada por perguntas sobre o Oriente Médio.

Trump comentou que levará ao menos 10 anos para que os iranianos recuperem todo o dano que já lhes foi causado. Ao ser questionado sobre o impacto da guerra em países como a Irlanda, que enfrenta alta nos preços de energia, ele disse que a ofensiva tem como objetivo eliminar uma ameaça nuclear. “Tenho muitos amigos da Irlanda, e eles estão muito felizes por eu estar me livrando de uma potência nuclear, um terrorista nuclear”, afirmou.

O presidente também indicou que o conflito não deve se prolongar. “Assim que essa guerra terminar, o que acontecerá em breve, os preços vão despencar. Podem apostar”, declarou. O encontro ocorreu na Casa Branca como parte da visita anual do líder irlandês a Washington, que normalmente tem um tom simbólico, mas foi marcado pela escalada do conflito envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel.

Apesar do foco na guerra, Trump destacou a relação econômica entre os dois países, afirmando que o comércio bilateral deve crescer rapidamente. Micheál Martin, por sua vez, adotou um tom mais diplomático, ressaltando os laços históricos entre as nações e a contribuição da comunidade irlandesa para os Estados Unidos.

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Trump também comentou sobre a falta de apoio dos países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Ele expressou estar “desapontado” com a decisão dos países da Otan de não se envolverem na operação militar contra o regime do Irã, chamando essa decisão de “tola”. “Nós não precisamos deles, mas eles deveriam ter ajudado. Estão cometendo um erro muito tolo”, disse Trump durante o encontro.

Antes, em sua rede social Truth Social, ele escreveu que “nós não precisamos mais, nem desejamos, a ajuda dos países da Otan” e de outros aliados como Japão, Austrália e Coreia do Sul, que também negaram seu pedido.

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