Nebulosa Olho de Gato revela detalhes complexos da morte estelar

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Telescópios espaciais Hubble (NASA) e Euclid (ESA) registraram a nebulosa planetária chamada Nebulosa Olho de Gato em uma estrela moribunda na constelação de Draco. Cientistas da missão Gaia da ESA visualizaram o fenômeno, que demonstra a complexidade dos estágios evolutivos de um corpo celeste, situada a aproximadamente 4300 anos-luz de distância.

A NGC 6543, também conhecida como Nebulosa Olho de Gato, apresenta um formato esférico colorido justificado pelo gás em expansão expelido pelas estrelas em seus estágios finais. O exame para distinguir nebulosas planetárias de estrelas e galáxias foi descoberto pela primeira vez em 1864.

A Nebulosa Olho de Gato é observada na constelação de Draco através dos telescópicos ESA/Hubble. A uma distância considerável, é possível observar uma luz infravermelha, exibindo arcos e filamentos visíveis na região central brilhante. Esses filamentos estão contidos em um halo, um tipo de arco refletido pela luz, com raios coloridos de gás que se afastam da estrela que cientistas pesquisam há décadas.

As câmeras do Hubble permitem a observação em alta resolução com imagens de luz visível, revelando diversos anéis de gás capturados a partir do próprio núcleo em movimento. As imagens mostram conchas concêntricas, jatos de gás de alta velocidade e nós densos entrelaçados com a interação de choque. De acordo com os cientistas, essas características parecem surreais quando vistas tão de perto.

A captura desse fenômeno permite um “registro fóssil” cósmico dos estágios finais da estrela e demonstra a complexidade da morte estelar. Veja o fenômeno em movimento https://admin.cnnbrasil.com.br/wp-content/uploads/sites/12/2026/03/2603_001_AR_EN.mp4

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