A gigante suíça de alimentos Nestlé enfrenta críticas pelo teor de açúcar do Cerelac, sua marca de cereal infantil vendida na África.
Uma investigação da ONG Public Eye descobriu que, enquanto o produto é vendido sem açúcar adicionado na Europa, as versões africanas podem conter até 15% de açúcar.
O Cerelac é um cereal infantil amplamente comercializado pela Nestlé em diversos países africanos.
A diferença na composição entre os mercados europeu e africano foi identificada através de análise de produtos disponíveis nas prateleiras.
Os resultados mostram que algumas formulações vendidas na África apresentam níveis significativamente mais altos de açúcar.
Especialistas em nutrição infantil alertam que o consumo elevado de açúcar em alimentos para bebês pode contribuir para problemas de saúde futuros.
A prática de oferecer produtos com diferentes padrões nutricionais em regiões distintas é alvo de questionamentos éticos.
A Nestlé, como uma das maiores empresas de alimentos do mundo, tem influência global sobre hábitos alimentares.
O caso levanta discussões sobre regulamentações de alimentos infantis e proteção aos consumidores em diferentes mercados.
Organizações de defesa do consumidor pedem maior transparência e padronização nas formulações de produtos infantis.

