Netanyahu afirma que Irã está prestes a ser ‘dizimado’ e sem capacidade de desenvolver mísseis

Amanda Rocha
Tempo: 3 min.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o Irã está prestes a ser ‘dizimado’ e não possui mais capacidade para enriquecer urânio e desenvolver mísseis. A declaração foi feita na quinta-feira, 19 de março de 2026, durante a primeira coletiva de imprensa televisionada do premiê desde o início do conflito contra Teerã, que começou há três semanas em parceria com os Estados Unidos.

“Depois de 20 dias, posso anunciar-lhes que o Irã hoje não tem mais a capacidade de enriquecer urânio, nem de produzir mísseis balísticos”, disse Netanyahu. Ele acrescentou: “Estamos continuando a esmagar essas capacidades. Vamos esmagá-los até virar pó, virar cinzas”, ressaltando que o regime iraniano está “sendo dizimado” e que Israel “está vencendo a guerra”.

Netanyahu também indicou que as hostilidades podem terminar “mais rápido do que as pessoas pensam”, embora tenha enfatizado que “não estava colocando um cronômetro na duração do conflito”. Para ele, a guerra só será encerrada quando os objetivos de Israel forem alcançados: a total dizimação do estoque de mísseis e equipamentos nucleares do Irã, além da criação de condições para a queda da república islâmica.

Apesar das declarações de Netanyahu, a estrutura de poder iraniana permanece intacta. A diretora de Inteligência Nacional dos Estados Unidos, Tulsi Gabbard, declarou ao Congresso que “o regime iraniano parece estar intacto” e, mesmo enfraquecido, continua capaz de atacar interesses de Washington e seus aliados no Oriente Médio.

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Quanto à duração do conflito, os Estados Unidos mantêm uma posição semelhante à de Israel. O secretário de defesa, Pete Hegseth, afirmou que “não há um prazo” para encerrar a guerra contra Teerã, e que a decisão de quando parar cabe ao presidente Trump.

Enquanto isso, Tel Aviv e Washington continuam bombardeando a capital iraniana, Teerã, com ataques de ambos os lados ocorrendo em diferentes regiões do Oriente Médio. O número de mortes decorrentes da guerra já chega a 1.450 no Irã, 912 no Líbano, 17 em Israel e 34 na região do Golfo, incluindo 13 soldados americanos.

A ofensiva mais significativa nas últimas horas ocorreu na jazida gasífera de South Pars-North Dome, que foi alvo de bombardeios israelenses na quarta-feira, 18 de março. Em retaliação, Teerã atacou o complexo industrial Ras Lafan, no Catar, e três refinarias na Arábia Saudita e no Kuwait.

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