Uma nova onda de mulheres republicanas que concorrem em corridas congressuais competitivas busca reduzir a vantagem histórica dos democratas entre as eleitoras e conquistar cadeiras-chave que podem determinar o controle da Câmara em novembro.
Em entrevista, Laurie Buckhout, uma das candidatas, criticou o Partido Democrata por tentar “pigeonhole” as eleitoras em uma única categoria. “Os democratas tentam nos colocar em um certo papel, enquanto ainda não conseguem definir o que é uma mulher”, afirmou.
Ela acredita que, apesar da retórica, os democratas estão “realmente desconectados quando se trata de eleitoras”. Buckhout está concorrendo para desbancar o deputado democrata Don Davis no 1º Distrito Congressional da Carolina do Norte, que se estende pela parte nordeste do estado.
Após perder por pouco para Davis na eleição de 2024, a campanha de Buckhout já ganhou impulso significativo. Ela venceu um grupo de quatro outros candidatos republicanos nas primárias de 3 de março e recebeu um endosse do ex-presidente Donald Trump.
Com os republicanos enfrentando desafios nas eleições de meio de mandato, Buckhout acredita que a situação será diferente na Carolina do Norte. “Os moradores da Carolina do Norte, especialmente do leste do estado, querem viver suas vidas com o mínimo de interferência do governo”, disse.
Além de Buckhout, outras candidatas republicanas também têm chances de conquistar distritos historicamente democratas. Carrie Buck, ex-diretora de escola, busca desbancar a deputada Dina Titus no 1º Distrito Congressional de Nevada.
Buck afirmou que Titus, que está no cargo desde 2013, “teve sua chance, e as famílias de Nevada ainda estão esperando por resultados”. No lado leste, Tiffany Burress, uma advogada de Nova Jersey, está concorrendo para desbancar a deputada Nellie Pou, considerada vulnerável.
Burress criticou Pou por “gastar décadas vivendo às custas dos contribuintes” e por priorizar agendas progressistas extremas. Em Indiana, Barb Regnitz busca reverter um assento democrata de longa data, enquanto Jessica Steinmann, no Texas, luta para manter um assento republicano vago.


