O Oscar 2026 colocou o cinema brasileiro em destaque mundial. A força que levou “O Agente Secreto” a Hollywood é parte de um movimento mais amplo, impulsionado por uma nova geração de cineastas que vêm conquistando prêmios e plateias em festivais como Gramado, Berlim, Veneza e Cannes.
Entre os nomes a serem acompanhados, destaca-se Luciano Vidigal, que ganhou o prêmio de Melhor Direção no Festival do Rio 2024 com “Kasa Branca”, seu primeiro longa-metragem de ficção. Vidigal, oriundo do Morro do Vidigal, tem uma carreira diversificada que inclui atuação, teatro e direção. Seu filme retrata a vida de um adolescente negro da periferia carioca e foi premiado por sua abordagem poética das masculinidades negras.
Marcelo Caetano é outro cineasta em ascensão. Ele estreou nos cinemas com “Corpo Elétrico” (2017), que foi exibido em mais de 30 países e premiado pela APCA. Caetano, que já trabalhou como assistente de direção em filmes renomados, levou seu novo longa “Baby” à Semana da Crítica do Festival de Cannes, onde Ricardo Teodoro foi premiado como melhor ator revelação.
Marcelo Botta também merece destaque. Com uma carreira anterior em séries documentais, Botta estreou no cinema com “Betânia” (2024), que foi aplaudido na 74ª Berlinale e premiado no maior festival de cinema da Malásia. Ele já está desenvolvendo novos projetos, incluindo “México 70” e “Bramaica”.
A cineasta Djin Sganzerla, filha de Rogério Sganzerla e Helena Ignez, estreou com “Mulher Oceano” em 2020, que lhe rendeu 15 prêmios. Seu segundo longa, “Eclipse”, foi selecionado para a competição Novos Diretores da 49ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.
Marianna Brennand, formada em cinema na Universidade da Califórnia, começou sua carreira no documentário e migrou para a ficção com “Manas” (2024). Seu filme, que aborda o abuso sexual infantil, estreou na Giornate degli Autori do Festival de Veneza e conquistou o prêmio principal da mostra. Em 2025, ela foi reconhecida no Women in Motion Awards em Cannes.
Por fim, Laís Melo se destacou como diretora assistente em “Deserto Particular” e codirigiu a série “Cartas para o Futuro”. Seu primeiro longa, “Nó”, foi premiado no Festival de Gramado 2025, onde conquistou três Kikitos, incluindo melhor direção e melhor filme pelo júri da crítica.


