Obras de arte de Daniel Vorcaro são investigadas em caso do Banco Master

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Como parte da investigação sobre os desvios do Banco Master, a EFB Regimes Especiais de Empresas apresentou documentos ao Tribunal de Falências do Sul da Flórida. Os arquivos mencionam a movimentação de fundos relacionados à compra de obras de arte.

Três pinturas são citadas: um quadro de Pablo Picasso, adquirido por US$ 6,4 milhões, e dois quadros de Jean-Michel Basquiat, avaliados em US$ 5 milhões e US$ 4,5 milhões.

O documento judicial revela que a obra de Picasso pertence à série intitulada Mosqueteiros, produzida em abril de 1967. Avaliada em US$ 7,8 milhões em 2025, a pintura retrata um mosqueteiro com gola branca e as mãos entrelaçadas, em uma pose caricatural e enigmática, com a assinatura do artista no canto inferior direito.

O historiador da arte Gert Schiff afirma que a série de mosqueteiros foi influenciada pelo imaginário barroco do século XVII, representando soldados da fortuna e aventureiros espanhóis da Idade de Ouro.

Segundo o Art Market Report de 2026, Picasso liderou o segmento de arte moderna em 2025, com quatro obras entre os dez lotes mais caros vendidos em leilões. A tela La Lecture foi vendida por US$ 45,4 milhões.

Informações sobre os quadros de Basquiat não estão nos documentos, mas mensagens entre Daniel Vorcaro e sua namorada, Martha Graeff, revelam que Vorcaro enviou uma imagem de uma obra de Basquiat, comentando que o quadro é “demais” e expressando interesse em colocá-lo em sua sala.

Graeff mencionou o “preço exorbitante” da obra, e Vorcaro concordou, destacando o potencial de valorização e revenda da pintura. A possível aquisição de um mosqueteiro de Picasso sugere como o colecionismo pode refletir a personalidade de quem coleciona.

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