Ofensiva nacional resulta na prisão de mais de 5.000 agressores de mulheres

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

Entre fevereiro e março de 2026, as forças de segurança federais e estaduais prenderam mais de 5.000 suspeitos de agressões contra mulheres, meninas e adolescentes em todo o Brasil.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira, 6, pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, que mobilizou as polícias da União, estados e Distrito Federal em operações contra o feminicídio coordenadas pelo governo federal.

As ações ocorreram no âmbito das operações Mulher Segura, realizada em parceria com as secretarias estaduais de segurança, que deteve 4.936 suspeitos entre 19 de fevereiro e 5 de março, e Alerta Lilás, da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que levou outros 302 homens à cadeia de 9 de fevereiro a 5 de março, totalizando 5.238 prisões em quatro semanas por violência contra a mulher.

De acordo com o Ministério da Justiça, foram 3.382 prisões em flagrante por agressão, representando quase dois terços (65%) do total. As demais 1.856 detenções ocorreram em cumprimento a mandados expedidos pela Justiça ou por desrespeito a medidas protetivas em vigor para proteção das vítimas.

As forças-tarefa atenderam 24.337 mulheres vítimas de agressões, mobilizando mais de 38.500 policiais e cerca de 15.000 viaturas em 2.050 municípios brasileiros. As ações envolveram 42.339 diligências — entre buscas e apreensão, investigações, procura por suspeitos e prisões — e 18.000 medidas protetivas de urgência.

O ministério liberou cerca de R$ 2,6 milhões em pagamentos de diárias a agentes para ampliar o efetivo das forças de segurança. As operações ocorreram em meio a um grave cenário nacional para a segurança das mulheres: em 2025, o Brasil registrou 1.568 feminicídios, alta de 4,7% em relação ao ano anterior (1.492) e número recorde dos últimos dez anos, segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

O governo ressalta que as ações policiais integram o planejamento estratégico do Pacto para Enfrentamento do Feminicídio, assinado em 4 de fevereiro deste ano pelos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário em Brasília.

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