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Internacional

OMS alerta para perigos de ataques a refinarias de petróleo no Oriente Médio

Amanda Rocha
Última atualização: 10 de março de 2026 20:43
Amanda Rocha
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Tempo: 4 min.
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Na noite de terça-feira (10), os Estados Unidos anunciaram a destruição de navios iranianos no Estreito de Ormuz. Esses navios transportavam minas explosivas com o objetivo de interromper o comércio de petróleo na região. Segundo o Pentágono, este foi o dia de bombardeios mais intenso em onze dias de guerra.

O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que a terça-feira (10) seria o dia mais intenso de bombardeios. Em Karaj, a 13 km de Teerã, um passageiro de táxi relatou: ‘Destruíram a cidade inteira’. Equipes de resgate na capital iraniana estão retirando sobreviventes dos escombros.

O embaixador do Irã na ONU informou que pelo menos 1,3 mil civis morreram desde o início dos ataques dos Estados Unidos e Israel, em 28 de fevereiro. Uma nuvem negra e uma chuva escura, ácida e tóxica assustaram os moradores. Um vídeo enviado por um funcionário da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostra outro funcionário limpando a água preta na entrada do escritório da OMS em Teerã.

A chuva escura caiu após os ataques a depósitos de petróleo iranianos. O Crescente Vermelho alertou que a chuva pode causar queimaduras químicas e danos pulmonares graves. Em uma carta enviada na segunda-feira (9), o Irã pediu às Nações Unidas que condenassem os Estados Unidos e Israel por crime ambiental.

Na terça-feira (10), o chefe da ONU para os Direitos Humanos afirmou que os impactos dos ataques sobre o meio ambiente e os civis levantam sérias dúvidas sobre o respeito ao direito internacional humanitário e pediu uma análise jurídica cuidadosa. A OMS reforçou a recomendação das autoridades iranianas para que os moradores permaneçam em casa. O porta-voz da OMS destacou que ‘a chuva negra e ácida representa, de fato, um perigo, principalmente para o sistema respiratório’.

O Irã, que descartou a retomada de negociações com os Estados Unidos, lançou novos ataques contra países da região. No Bahrein, um drone iraniano matou uma pessoa ao atingir um prédio residencial. A Arábia Saudita informou ter destruído dois drones iranianos, enquanto o Kuwait destruiu seis.

O Catar, que abriga a maior base militar americana no Oriente Médio, afirmou que o pedido de desculpas do Irã não se traduziu em ações e que deseja aumentar a parceria de segurança com os Estados Unidos. Segundo a CBS, há indícios de que o Irã esteja espalhando minas para impedir o tráfego de navios no Estreito de Ormuz. O presidente americano alertou que, se isso ocorrer, as consequências serão severas.

No início da noite, o Comando Central americano declarou ter destruído 16 navios com minas no estreito. Em Israel, sirenes tocaram em Jerusalém, Tel Aviv e Haifa, enquanto forças israelenses continuaram os ataques contra o Irã e o grupo extremista libanês Hezbollah. O Exército israelense bombardeou subúrbios de Beirute, e o número de mortos no Líbano subiu para 570, segundo o governo local. A ONU relatou que mais de 100 mil pessoas abandonaram suas casas apenas na segunda-feira (9), totalizando cerca de 700 mil deslocados.

Mohamed, um residente, se recusou a fugir e afirmou: ‘Cada um resiste como pode’.

TAGGED:conflitoCrescente VermelhoEstados UnidosEstreito de OrmuzMeio AmbienteNações UnidasOMSOrganização Mundial da SaúdePete Hegseth
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