Uma idosa de 76 anos, Maria Xavier dos Santos, morreu após ter a mão presa na porta de um ônibus e ser arrastada pelo veículo em Ponta Grossa, Paraná, no dia 10 de fevereiro.
O ônibus possuía um sistema de segurança chamado “Anjo da Guarda”, que impede a aceleração com as portas abertas. A perícia revelou que o sistema estava funcionando corretamente, mas não detectou a mão da idosa devido à maleabilidade das borrachas da porta.
O delegado Maurício de Souza Luz, responsável pela investigação, afirmou que o motorista foi precipitado ao confiar apenas no sistema eletrônico do ônibus, sem verificar visualmente se a passageira havia concluído o desembarque. Ele foi responsabilizado pela morte da idosa, que não resistiu aos ferimentos.
“”O simples fechamento automático das portas e a liberação eletrônica da aceleração não eximem os motoristas profissionais do dever inafastável de verificar visualmente a segurança dos passageiros”, disse o delegado.”
O inquérito foi finalizado em 11 de março, com o indiciamento do motorista por homicídio culposo na direção de veículo automotor, com pena de até 6 anos de detenção. O caso foi encaminhado ao Ministério Público, que avaliará a denúncia à Justiça.
A Polícia Civil concluiu que a vítima estava desembarcando quando teve a mão presa na porta, que se fechou antes que ela conseguisse sair. O motorista arrancou o veículo, arrastando a passageira, que caiu e teve a perna atingida pelo ônibus. Maria foi socorrida, mas faleceu horas depois no hospital.
A Viação Campos Gerais (VCG), responsável pelo transporte público, informou que o motorista não faz mais parte do quadro de funcionários e que o caso será tratado na esfera judicial.


