O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) declarou nesta sexta-feira, 6 de março de 2026, que a crise atual no Oriente Médio, provocada por ataques americanos e israelenses ao Irã no último sábado, é uma ‘grande emergência humanitária’ que requer uma resposta imediata da comunidade internacional.
O diretor de emergências do Acnur, Ayaki Ito, afirmou a jornalistas em Genebra:
“‘O Acnur declarou a escalada da crise no Oriente Médio como uma grande emergência humanitária que exige uma resposta imediata em toda a região.'”
De acordo com a agência da ONU, a intensificação do conflito resultou em deslocamentos em massa, com mais de 210 mil pessoas forçadas a deixar suas casas na região, a maioria deslocada dentro de seus próprios países. No Irã, que já abriga cerca de 1,65 milhão de refugiados, principalmente do Afeganistão, estima-se que cerca de 100 mil pessoas deixaram a capital nos dois primeiros dias após os ataques.
No Líbano, mais de 84 mil pessoas estão em cerca de 400 abrigos coletivos, conforme informações do governo. Além disso, mais de 30 mil pessoas cruzaram a fronteira para a Síria desde o início da escalada.
O Acnur também destacou que confrontos na fronteira entre Afeganistão e Paquistão forçaram milhares de famílias a deixar suas casas. A agência está trabalhando para aumentar o envio de ajuda humanitária aos países afetados na região.
Ayaki Ito enfatizou a importância de garantir que civis possam se deslocar ou cruzar fronteiras com segurança. Após a ofensiva dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, que resultou na morte do líder supremo Ali Khamenei, Teerã respondeu atacando países do Golfo, com ações diárias contra bases militares e interesses americanos na região.
Embora Teerã afirme que seus ataques visam apenas alvos americanos, drones e mísseis atingiram alvos civis e infraestrutura em múltiplos incidentes, incluindo aeroportos em Abu Dhabi e no Kuwait, arranha-céus em Dubai e no Bahrein, além de portos marítimos, comprometendo a segurança das monarquias do Golfo.


